Iraque: alguns números da agressom imperialista

2 de Fevereiro de 2005

Pode semelhar desumanizador reduzir a tragédia provocada polo imperialismo no Iraque a simples números. Porém, é necessário lembrar as dimensons quantitativas do genocídio conduzido pola extrema direita governante nos EUA, em representaçom do complexo militar-industrial ianque e os interesses energéticos do grande capital norte-americano. Dentro da luita contra a guerra imperialista, deve ocupar lugar de destaque a luita pola memória do que já aconteceu e a denúncia do que continua a acontecer.

Os dados mais actuais referentes a soldados ocupantes norte-americanos mortos no Iraque aproximam a cifra dos 1.500, após as quatro baixas mortais da segunda-feira passada em Bagdad. Quanto aos soldados feridos, situa-se por volta dos 10.000 desde o início da invasom.

O número de civis ligados às forças de ocupaçom mortos em ataques da resistência patriótica iraquiana som, segundo o comando imperialista, 232 colaboradores de empresas instaladas em território do Iraque para participar do saque do botim de guerra. O Governo ianque identifica no que chama "segurança" o maior problema para a estabilizaçom da situaçom neocolonial que pretende lá impor, segundo reconheceu Stuart Bowen, advogado da Casa Branca nomeado "Inspector-Geral Especial para a Reconstruçom do Iraque".


Naturalmente, cada umha das famílias dessas vítimas, contabilizadas e com nomes e apelidos, recebe a correspondente compensaçom das empresas para quem trabalhavam.

A média de ataques às obras, comboios e funcionários norte-americanos ou por eles financiados no Iraque é de 22 por semana.

Já do lado iraquiano, as cifras disparam-se e a margem de erro é bem maior, umha vez que só som contadas por organizaçons nom governamentais. O massacre de iraquian@s por parte das forças ocupantes nom é inferior às 100.000 pessoas, elas 30.000 reconhecidas como civis. Essas som maioritariamente anónimas e as suas famílias carentes de qualquer protecçom ou compensaçom. A impunidade para o exército imperialista é praticamente total, incluída a generalizada prática de torturas a detidos, da qual apenas trascendêrom casos concretos como o conhecido da prisom de Abu Ghraib, que incluiu a violaçom de crianças presas.

Se antes da invasom os ataques cardíacos, derrames e doenças crónicas eram as causas mais comuns de morte, a violência imposta pola ditadura militar pró-ianque é desde entom o principal motivo de morte no Iraque, onde o número de crianças malnutridas duplicou.

Haverá ainda que dar conta das dezenas de milhares de pessoas presas em prisons iraquianas actualmente, acusadas de ligaçom com a guerrilha. Algumhas fontes falam de 30.000 pessoas, mas novamente é difícil calcular.

Entretanto, líderes ocidentais, Rodríguez Zapatero incluído, já manifestárom satisfaçom polo resultado de umha jornada eleitoral imposta manu militari, que mal serviu para tentar maquilhar a ditadura estrangeira que de facto vigora no Iraque, com 50 pessoas mortas só no dia da farsa eleitoral e amplas zonas do país alheias às votaçons.

Com um país destruído e umha populaçom massacrada pola acçom do que nos vendem como representantes das "democracias ocientais mais apuradas", nom resta mais opçom que apoiar a heróica resistência do povo iraquiano e a sua luita pola independência nacional e contra o imperialismo.

 

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