Relatório da CIG confirma grave deterioraçom dos direitos da classe trabalhadora galega

25 de Março de 2005
A central sindical
maioritária do nacionalismo galego, CIG, difundiu em dias passados
um exaustivo relatório sobre as condiçons de trabalho na Galiza,
com resultados demolidores que confirmam a extrema precariedade e exploraçom
existentes.
Através
de um percurso polos diversos sectores de actividade económica, confirma-se
o aumento percentual de galegos e galegas assalariad@s, que atinge já
68,1% da populaçom activa, o que nom impede que tenham visto reduzido
desde 1980 o contributo para o PIB devido à reduçom de rendas
derivada da precarizaçom do mercado laboral.
Mas as perdas
salarias som apenas um dos resultados das sucessivas contra-reformas laborais,
que durante as últimas décadas aumentárom a desprotecçom
e favorecêrom a sobreexploraçom da classe obreira galega, sob
os critérios macroeconómicos do neoliberalismo mais selvagem
praticado polos sucessivos governos espanhóis do PSOE e o PP.
Nalguns sectores,
o grau de temporariedade atinge na actualidade praticamente os 70%, incluindo
flexibilidade horária e no despedimento, reduçom de direitos
e discriminaçom aos trabalhadores mais jovens e as mulheres, e jornadas
laborais intermináveis. Ramos como o têxtil, o hoteleiro e outros
adscritos aos serviços som exemplos significativos, segundo se comprova
conferindo os dados do relatório da CIG.
A própria
central sindical galega aponta com razom para a responsabilidade directa dos
grandes sindicatos espanhóis na aplicaçom de umha estratégia
cujos resultados podem ser contrastados no exaustivo estudo que agora vê
a luz e pode ser consultado no web
nacional da CIG.
Porém,
o apelo incluído pola CIG no relatório a um sindicalismo que
ultrapasse a mera gestom e fomente a participaçom, "com vocaçom
de classe e de organizaçom, que recupere o sentido da solidariedade",
bate com a realidade da própria Confederaçom Intersindical Galega,
com altos níveis de burocratismo e dirigismo no seu seio, consoante
a direcçom imprimida pola actual maioria dirigente. A mera gestom,
a dependência crescente de ajudas oficiais e o controlo partidista da
participaçom por parte dos dirigentes ligados ao BNG som males perfeitamente
detectáveis na própria CIG, que nem sempre responde em chave
solidária à acçom repressiva contra alguns dos sectores
mais combativos do movimento operário galego.