AGIR apresenta-se hoje às eleiçons ao Claustro da Universidade da Corunha

1 de Dezembro de 2004

Hoje, 1 de Dezembro, decorrem as eleiçons ao Claustro, Juntas de Faculdade e Conselhos de Departamento na Universidade da Corunha. A organizaçom estudantil da esquerda independentista, AGIR, apresenta candidaturas em Caminhos, Direito, Sociologia, Filologia, Ciências e Informática, sob a legenda Eles som a nossa ruína. Vota AGIR. A candidatura de AGIR é a única que denuncia o carácter antidemocrático destas eleiçons, em que o estudantado só poderá eleger 25% do total dos órgaos colegiados.

A seguir reproduzimos o manifesto e o programa de AGIR. Podes encontrar mais informaçons sobre a actividade estudantil independentista na Corunha e outros campus do País no web nacional da citada entidade.


ELES SOM A NOSSA RUÍNA.VOTA AGIR

A universidade da Corunha encontra-se no marco de situaçom ruinosa que o resto de universidades galegas sofrem. Isto evidencia o facto de que nem reitores, nem Junta e porsuposto nem o Estado espanhol apostam pola universidade pública na Galiza. Dívidas, déficit estrutural, diminuiçom quantitativa de matriculad@s , recorte e privatizaçom de serviços públicos, etc, som algum dos sintomas da doença que exprimimos.

Se já estamos a padecer as conseqüências da LOU, agora o Espaço Europeu de Ensino Superior ou Processo de Bolonha vam agudizar o elitismo e o encarecimento do ensino, assim como a promoçom da cultura galega em geral e da língua em particular para ser colocada como peça de museu. Com o EEES, que com mais demora deve ser aplicado n 2010, o orçamento para a universidade está em maos de empresas privadas, polo que é claro que diminuirá; milheir@s de moç@s verám-se na obriga de emigrar na procura de um ensino de qualidade ou verám-se relegad@s a serem mao de obra barata.

Assim e todo, é pouca a informaçom que Junta e reitoria ministram, o debate nom está nas aulas e a opiniom sobre este particular é quase inexistente na universidade, está-se-nos ocultando a realidade da nossa universidade e isto nom é por acaso.

A única informaçom que a nossa comunidade universitária possui nom é muito alentadora, o pacote de medidas que capitalistas espanholistas como Junta e reitorias ideárom consiste nos despidos massivos de PAS, incremento do recorte de prestaçons básicas e privatizaçons de serviços públicos.

Na nossa universidade vemos, pois, umha frenética entrega e um servilismo ao serviço do capitalismo e do espanholismo, mas ao estudantado nom nos enganam. Nas passadas eleiçons à reitoria vimos como Barja, alternativa ao candidato meilanista e actual reitor da UDC, acatava a LOU, e também vimos como organizaçons estudantis suspostamente críticas apoiavam este candidato. O que tenhem que dizer hoje os submissos ante esta situaçom?

Na verdade encontramo-nos com que a única alternativa séria a toda esta posiçom de centrismo, espanholismo e servilismo está na nossa organizaçom, a quem o tempo lhe está dando a razom e colocando numha situaçom em que só AGIR, com o estudantado, terá capacidade de transformar a universidade.

É por isto que de AGIR, desde a luita, animamos o estudantado da UDC a combater a venda da nossa universidade e torná-la face uns vieiros onde apenas nos encontremos com um ensino galego, público, de qualidade, democrático e coeducativo. O teu voto para AGIR é fulcral para paralisar a ruína da nossa universidade.

POR UMHA UNIVERSIDADE:

GALEGA

Umha universidade própria, monolíngüe em galego, ao serviço das necessidades do povo trabalhador galego. Em que as licenciaturas, matérias e vias de conhecimento sejam as nossas próprias, e nom um programa subsidiário dumha cultura alheia, opressora e imposta.

PÚBLICA

Umha universidade que nom esteja paga e gerida polas empresas e capital bancário, mas financiada por fundos públicos na sua totalidade sem ingerência exterior nengumha. Sem a mais mínima dificuldade ou trava para aceder a ela.

NOM PATRIARCAL

Umha universidade em que o sexismo e o machismo sejam desterrados definitivamente das aulas, assegurando umha igualdade real, com um ensino coeducativo e nom sujeito aos roles de género e à sua imposiçom.

DEMOCRÁTICA

Umha universidade em que o autoritarismo e a censura da liberdade de expressom sejam suprimidas, e na que o estudantado tenha os mesmos direitos que @s catedrátic@s.

DE QUALIDADE

Umha universidade com infraestruturas renovadas e dotaçons adaptadas à situaçom demográfica galega, cum professorado competente e avaliado periodicamente.

Para atingirmos estes objectivos gerais exigimos:

- Retirada do actual Plano de Financiamento da universidade galega, passando a ser esta sufragada integramente com fundos públicos.

- Demissom de Barja e a sua equipa por serem também culpáveis da crise da universidade e da dívida de milhons de euros.

- Supressom das taxas de matrícula.

- Aboliçom dos numerus clausus.

- Declaraçom do galego como única língua oficial na docência, passando as aulas a serem ministradas integramente no nosso idioma.

-Perseguiçom das atitudes machistas e patriarcais dentro da universidade, de face a paliar as discriminaçons por questom de género no ensino galego.

- Cámbio dos planos gerais de estudos para adaptá-los à realidade galega.

- Incremento do número e quantia das bolsas, até permitirem estas realmente o estudar fora da casa.

- Gestom universitária de serviços como comedores, residências, limpeza, cafetarias, copistarias...

- Criaçom dum grupo único de eleitores/as, em que cada pessoa tenha um voto, igualdade de acesso a qualquer cargo universitário para professorado, estudantes e PAS.

- Acrescentamento da rede de bibliotecas, salas de informática, etc. , assim como criaçom de comedores universitários gratuitos.

- Instauraçom do princípio de avaliaçom contínua e pública do professorado, com a participaçom do estudantado.

- Suspensom de todo convénio que a universidade tenha com empresas ou bancos.

 

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