NÓS-UP contra a ilegalizaçom de candidaturas eleitorais bascas

5 de Abril de 2005

NÓS-Unidade Popular converteu-se na primeira força política galega a denunciar mediante comunicado público a estratégia repressiva espanhola contra as candidaturas independentistas bascas ante a próxima cita eleitoral na Comunidade Autónoma Basca. A seguir, reproduzimos o comunicado difundido pola organizaçom independentista galega, em que também se exprime a solidariedade internacionalista galega com a causa abertzale basca.

A ilegalizaçom das candidaturas de Batasuna e Aukera Guztiak constatam a continuidade da ofensiva fascista do espanholismo

O Tribunal Constitucional espanhol, como era de prever, consumou na meia-noite da quinta-feira dia 31 a enésima violaçom dos mais elementares direitos democráticos do povo basco. As candidaturas de Batasuna e Aukera Guztiak às eleiçons autonómicas fôrom anuladas, confirmando mais umha vez que a democracia espanhola nom é mais do que umha esperpéntica caricatura, um perverso aparelho de dominaçom inserido numha deriva fascista imparável.

No Estado espanhol qualquer oposiçom política com projecçom de massas que questionar o quadro jurídico-político actual está proibida. Tam claro como isso: é ilegal. De se tratar dumha organizaçom política as suas sedes serám assaltadas e a sua militáncia encarcerada; de se tratar dum meio de comunicaçom as suas instalaçons serám confiscadas e @s jornalistas acussad@s de terrorismo; de se tratar dumha plataforma eleitoral as suas listas serám anuladas e os seus votos nom serám contados, ainda que forem centos de milhares.

A infame Lei de Partidos aprovada polo Partido Popular contra a esquerda independentista basca continua a ser aplicada até as últimas conseqüências polo PSOE. O regime pretende que a partir do dia 17 de Abril já nom haverá no País Basco nengum/ha representante institucional da esquerda independentista d@s perto de mil que havia antes da ilegalizaçom e @s mais de 150.000 votantes habituais de Batasuna tenhem proibido o direito ao sufrágio. E, como contexto, as organizaçons populares, juvenis, sociais, políticas, etc. som ilegais e sofrem constante perseguiçom policial. O Estado espanhol, governado polo PSOE, nom escamoteia esforços em evitar qualquer possibilidade de negociaçom e resoluçom pacífica do conflito; e para isto conta com o apoio incondicional, explícito ou velado, de todos os partidos do sistema. Quem confiou em que a chegada de ZP à Moncloa ia supor a regeneraçom da putrefacta democracia espanhola errou de pleno. A dominaçom das naçons periféricas do Estado supom fabulosos benefícios económicos à burguesia espanhola e esta nom vai dar um só passo atrás na sua estrategia de eliminaçom violenta de qualquer tipo de resistência.

Porém, de NÓS-Unidade Popular sabemos que o basco é um sólido movimento revolucionário que saberá enfrentar com audácia a ofensiva fascista espanhola. Aproveitamos para transmitir a Batasuna, a Aukera Guztiak e a todas as organizaçons ilegalizadas a nossa plena solidariedade internacionalista, tal como figemos nas eleiçons europeias do passado mês de Junho dando cobertura à candidatura ilegalizada de Herritarren Zerrenda.


Galiza, 2 de Abril de 2005

 

Voltar à página principal