Aumenta precariedade laboral: convergência económica galega com a média europeia, cada vez mais longe

10 de Abril de 2005

O exaustivo estudo difundido nas últimas semanas pola central sindical nacionalista CIG demonstra que um dos grandes argumentos dos sectores dominantes para defender a integraçom da Galiza na Uniom Europeia, a tam manuseada "convergência", fica cada vez mais longe no que di respeito ao exercício de direitos pola classe trabalhadora galega.

Assim, durante o ano 2004, aumentou a divergência, com umha média de desemprego a 4,6 pontos da média comunitária, umha temporariedade superior em 21,3 pontos a essa média e umha significativa reduçom do número de contratos sem prazo assinados, em concreto, 30.000 menos do que no ano anterior.

A CIG pom assim em evidência o fracasso da política oficial em matéria laboral e de direitos económicos da maioria social galega.

Outros dados de interesse colocados polo relatório da CIG som os que confirmam a perda massiva de empregos no sector primário, que atingiu as 10.700 pessoas, em simultáneo ao envelhecimento de quem ainda trabalha no mesmo. 45% tenhem mais de 50 anos. Apesar da crise forçada nesse sector, ainda hoje cinco dos principais produtos exportados pola Galiza pertencem ao mesmo.

Entretanto, a turistificaçom avança a olhos vistos, o que se visualiza no incremento do sector serviços em 17% durante 2004.

Por se os dados anteriores nom chegassem, também a discriminaçom da mulher trabalhadora se viu reforçada no ano passado, segundo o relatório sindical que citamos. Se nos homens houvo umha pequena queda da temporariedade, passando-se de 32,2% para 31,4%, nas mulheres atingiu-se 37,7% de taxa anual (22,9 pontos acima da média na UE). Ainda no que toca à incorporaçom da mulher ao mundo do trabalho assalariado, salientam os 9,5 pontos superiores à média europeia no desemprego feminino.

Em termos gerais, 28,8% da populaçom desempregada galega é de longa duraçom e a maioria trabalhadores e trabalhadoras que caem no desemprego de maneira reiterada.

Entre os galegos e galegas que trabalham, em 2004 registárom-se umha esmagadora maioria de contratos temporários (91,6%), descendo o número de contratos sem termo e assinando cada trabalhador ou trabalhadora temporária umha média de 2,2 contratos no ano, e sendo a duraçom mais habitual de entre 15 dias e um mês (34,3% do total), o que dá para ver a precaridade e insegurança que implicam para a pessoa contratada.

Crescêrom igualmente os contratos a tempo parcial (22,1%), e fôrom sobretodo as galegas e galegos menores de 29 anos quem assinárom esse modelo de contrato precário, sendo ínfima a percentagem de menores de 25 anos que conseguírom assinar um contrato sem prazo (2,4%).

A partir dados anteriores, a CIG elaborou um perfil padrom do trabalhador/a precári@ galeg@, que corresponde com umha mulher com menos de 29 anos ou mais de 45, que assina um contrato temporário e a tempo parcial.

Som evidentes, portanto, os efeitos do modelo económico capitalista e neoliberal que a Galiza sofre, e que ficárom consagrados no Tratado constitucional europeu que as burguesias europeias tencionam impor. Especialmente demolidores som os seus efeitos em naçons dependentes e sem possibilidade de defender directamente os interesses da sua maioria social no palco internacional e frente à própria burguesia interna. Neste último suposto se situou a Galiza de 2004, e aí continua a enquadrar-se em 2005.

 

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