País Basco: sucessom de macroprocessos repressivos revela natureza antidemocrática do Estado espanhol

20 de Fevereiro de 2005

A sistemática vulneraçom de direitos civis por parte do Estado espanhol no País Basco nom se detivo com a chegada do PSOE ao poder. Nom só porque se mantém a ilegalizaçom de umha das principais forças políticas bascas ou a clausura de meios de comunicaçom, mas porque se continuam a perseguir os mais diversos sectores sociais, cuja ligaçom comum é a defesa dos direitos nacionais do povo basco.

A plataforma popular 18/98+, que reúne centenas de pessoas imputadas e outras muitas solidárias com @s represaliad@s, organizou ontem mesmo um acto de participaçom massiva em Donóstia para denunciar a perseguiçom judiciária das ideias soberanistas. A vulneraçom dos direitos de reuniom, associaçom, dissidência, expressom... configuram no País Basco um estado de excepçom nom declarado.

Neste momento há seis grandes sumários abertos com milhares e milhares de folhas para incriminar "umha histórica colectiva, através da constante violaçom de direitos fundamentais", segundo denunciou o advogado José Mari Elosua no acto decorrido no Kursaal donostiarra. Os macroprocessos em causa som os conhecidos como 18/98, o de Gestoras pró-Amnistia, Udalbiltza, Egunkaria, as Herriko Tabernas e Jarrai-Haika-Segi. A ideia-força que guia a acçom repressiva em todos eles resume-se num tópico mediático constantemente repetido: "todo é ETA".

Razzias nocturnas, despregamentos policiais massivos, desrepeito do direito à presunçom de inocência, utilizaçom ideológica dos media, pressom económica, torturas, intervençom arbitrária de comunicaçons telefónicas... todo vale para tentar neutralizar a mobilizaçom e autoorganizaçom basca em defesa dos seus direitos nacionais e sociais.

Um caso gritante de atropelamento dos direitos individuais e colectivos que, para além do grau de afinidade política que cada qual poda manter com quem sofre estes abusos, exige a solidariedade activa de outros povos como o nosso. Na Galiza, NÓS-UP deu já mostras dessa solidariedade durante a última campanha eleitoral ao Parlamento europeu, enquanto na actualidade a entidade juvenil da esquerda independentista BRIGA está a mostrar essa solidariedade difundindo o dossier do macroprocesso contra a juventude basca que decorre nestes dias na Audiência nacional espanhola. O dossier pode ser consultado no web de BRIGA.

Pola nossa parte, nom queremos deixar de exprimir a nossa solidariedade com o povo basco e aderir às vozes que reclamam umha resoluçom democrática do conflito que o enfrenta com o Estado espanhol, através do reconhecimento do inalienável direito de autodeterminaçom.

 

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Imagem da recente irrupçom simbólica de jovens no Parlamento da Comunidade Autónoma Basca em solidariedade com a juventude basca represaliada