Empresários, sindicalismo vendido e Partido Popular manifestam-se em favor da contaminante ENCE em Ponte Vedra

19 de Março de 2005

Um importante número de pessoas (entre 10 e 12 mil) participárom na manifestaçom realizada ontem em Ponte Vedra em defesa da continuidade de ENCE, instalada durante o franquismo em plena Ria, já condenada por delito ecológico e responsável por umha insuportável poluiçom no litoral da comarca.

A manifestaçom era promovida polos sindicatos espanhóis, UGT e CCOO, com a cobertura da própria empresa e do Partido Popular. Um total de 100 autocarros lotados com trabalhadores da factoria asturiana de ENCE chegárom para apoiar a mobilizaçom contra a tentativa do Governo local de defender o ambiente e a saúde da populaçom da comarca. As dimensons da manifestaçom devem ser portanto relativizadas, umha vez que quase metade das pessoas participantes (por volta das 5.000) chegárom de fora da Galiza de autocarro.

De maneira eloqüente, representantes sindicais marchárom junto a José Manuel Fernandes Alvarinho, presidente da Associaçom de Empresários de Ponte Vedra, ou Manuel Durám Couto, da Cámara de Empresário, José Luís Vila Nova, da Associaçom de Moços Empresários, e José Maria Rodrigues, da Associaçom da Pequena e Mediana Empresa. Também nom faltárom à cita o director do complexo industrial, José Manuel Seoane, as deputadas do PP Ana Pastor e Dolores Pam, e os também "populares" Rafael Louzán, presidente da Deputaçom, e Teresa Pedrosa, porta-voz municipal en Ponte Vedra. Completando o quadro, idílico e surrealista, da aparente superaçom das diferenças de classe, nom podiam faltar representantes da espanhola e reformista Izquierda Unida.

Todos eles disfarçárom os seus interesses corporativos e a defesa da depredaçom do nosso território com a falaz legenda "polo emprego, em defesa do sector florestal galego". A direita espanhola, o patronato e o sindicalismo vendido, pretendendo dar imagem de defesa de um sector nacional galego como o florestal, reduzido por todos eles ao empobrecedor e poluente monocultivo de eucaliptos e carente, graças a eles, da mais mínima ordenaçom com base em critérios racionais para o interesse sócio-económico da maioria social galega.

O alvo dos protestos d@s manifestantes foi o presidente da Cámara municipal, M. A. Fernandes Lores que, neste tema, tem até agora defendido a comarca em oposiçom aos interesses empresariais de ENCE, em linha com a histórica luita da Associaçom pola Defesa da Ria de Ponte Vedra, que durante anos tem levado às ruas milhares de pessoas exigindo a clausura da contaminante factoria.

 

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CCOO e PP tenhem coordenado nos últimos meses a oposiçom aos planos municipais para deter a actividade criminosa de ENCE no litoral de Ponte Vedra