AGIR fai pública agressom de professorado e Guarda Civil a alun@s em Ponte Areas

26 de Fevereiro de 2005

Reproduzimos a seguir o comunicado com que a organizaçom estudantil independentista AGIR fijo públicos os graves factos acontecidos durante um acto de exaltaçom do ensino privado decorrido no Auditório Municipal de Ponte Areas, e que acabou com a agressom a um grupo de estudantes por parte de guardas civis e professores do centro religioso "Santiago Apóstol".

"Agressom do professorado do Santiago Apostol e da Guardia Civil de Ponte Areas a militantes de AGIR

A organizaçom estudantil da esquerda independentista AGIR, quer fazer de público conhecimento, mediante este comunicado, a relaçom de factos acontecidos na tarde do dia 24 de Fevereiro no Auditório municipal de Ponte Areas, que derivou em mais umha expressom de cruenta repressom contra a militáncia independentista, nesta ocasiom por parte da Guardia Civil e professorado do centro privado católico de ensino Santiago Apóstol.

A seguir, declaramos que:

1.- Com motivo da desvergonhada participaçom do séquito de representantes políticos da direita caciquil da comarca do Condado no acto celebrado na tarde de 24 de Fevereiro, que congregou perto de 300 pessoas no Auditório municipal, e consistente numha entrega de prémios e outras ficçons de mútua complacência, organizado polo centro de ensino privado Santiago Apóstol, a Assembleia Local de AGIR de Ponte Areas optou por exprimir o rechaço do estudantado galego, que padece um sistema de ensino decrépito, à exaltaçom, amparo e louvança ao ensino de elite em que incorrêrom os cargos públicos (alcaides, delegado provincial de Educaçom do Governo em Ponte Vedra -Fraga Boulhosa- ) assistentes ao evento. AGIR pretendia assim encenar o profundo mal-estar gerado na comunidade estudantil por atitudes políticas negligentes, que convergem numha insustentável conduta caracterizada pola lisonja e compromisso com o ensino privado e o evidente abandono do público, que redunda em desprestígio deste último.

2.- @s onze estudantes que acedêrom pacificamente ao local em que tinha lugar a celebraçom, procedêrom, umha vez no seu interior, ao despregamento dumha faixa em que se podia ler NOM À PROMOÇOM DO ENSINO PRIVADO. De imediato, a reacçom da Guarda Civil vestida à paisana, que contava com umha meia dúzia de membros presentes na sala, e de parte do professorado, dirigiu-se com injustificada e intolerável agressividade a reprimir o protesto exercido por AGIR.

3.- A violência que mencionamos pode verificar-se no parte médico que os serviços de urgências do Ambulatório de Ponte Areas dispugérom após a assistência solicitada por um militante de AGIR como resultado da acçom policial. Hematomas, contussons em todo o cránio, etc., conformam o desmedido serviço emprestado pola Guarda Civil e professorado do Santiago Apóstol na sua funçom de protectores do ámbito privado de ensino. Os resultados testemunhados polo certificado médico representam umha clara prova do acontecido: jovens estudantes galeg@s de entre 14 e 19 anos fôrom espancad@s, golpead@s, zoupad@s descaradamente no Auditório de Ponte Areas ante numeros@s vizinh@s da zona que ou bem presenciavam o acto ou bem acompanhárom na sua rebeliom o estudantado independentista, caso de cert@s maes e pais da escola de secundária Pedra da Água. Cumpre indicar, também, o arrepiante propósito que os citados repressores perseguiam quando arrastavam um miltante independentista caminho dos banhos do Auditório, embora fossem felizmente impedid@s para tal fim polo resto da militáncia, num procedimento mui próprio dos corpos armados espanhóis para malhar sem testemunhas n@s raparig@s contestatári@s.

4.- A polícia local que acudiu ao lugar, foi informada do sucedido sem que, conseqüentemente, se procedesse identificar ninguém. @s própri@s agressores/as, já uns minutos depois uniformad@s de verde, realizavam outra parte da sua dedicaçom profissional à saída do acto.

5.- Métodos de actuaçom como os constatados na passada quinta-feira, evidenciam umha constante de nervosismo e inquietaçom polos processos emancipadores abertos em diversos pontos do Estado espanhol, nomeadamente de mao das decote atacadas esquerdas independentistas basca, galega e catalá. A resposta directa posta em andamento pola estrutura de poder do Estado mostra o inimigo que enfrentamos, disposto a recorrer a todos os meios e ferramentas ao seu dispor para erradicar a resposta democrática nucleada em colectivos convertidos em alvo da violência espanhola. No dia anterior ao julgamento de sete vizinhos, seis deles militantes independentistas, na cidade de Ferrol, num outro canto do mapa galego, moç@s estudantes eram reprimidos, violentad@s a paus por parte d@s encarregad@s da segurança d@s súbdit@s do Estado. Entre as vítimas da agressom que hoje denunciamos, havia, reiteramos, jovens galeg@s de tam só 14 anos. Nem a contumácia nem a brutalidade empregue, hoje e ontem, polos corpos repressivos do Estado espanhol, ham servir para desvirtuar, nem muito menos para acalar, a voz da esquerda independentista galega.

6.- Por último, AGIR deseja comunicar o seu desprezo, condena e repulsa pola violência impingida contra @s estudantes, além de solidarizar-nos com @s noss@s companheir@s agredid@s. Ainda, queremos destacar que se levarám a fim as diligências e acçons oportunas para eludir a impunidade ferinte d@s delinqüentes.


CONTRA A PRIVATIZAÇOM DO ENSINO!!
NENGUMHA AGRESSOM SEM RESPOSTA!!
CONTRA O TERRORISMO DO ESTADO ESPANHOL!!
PAREMOS A VIOLÊNCIA UNIFORMADA!!"

 

Voltar à página principal

 

 

Em Ponte Areas actuárom mais umha vez conjuntamente Guarda Civil e Igreja Católica, desta vez para espancar um grupo de jovens estudantes que denunciavam a precariedade do ensino público e o financiamento público do privado