Ecologistas concentram-se ante Caixa Galicia para exigir clausura definitiva da celulose de ENCE em Ponte Vedra

24 de Novembro de 2004

A entidade ambientalista galega ERVA-Ecologistas em Acçom concentrou-se ante a sede de Caixa Galicia na praça da Galiza, em Compostela, reclamando a clausura definitiva da Empresa Nacional de Celulosas (ENCE) na ria de Ponte Vedra, ou entom a sua trasladaçom para fora de Galiza, partindo da evidência do negativo que tem sido para essa comarca do Sul do nosso país um complexo industrial como esse.

Além de ter alimentado o cresciemtno desordenado e desproporcionado dos eucaliptos nos montes galegas, ERVA denuncia como o modelo florestal que alimenta ENCE tem contribuído para a expansom dos lumes que cada ano destroem mais e mais hectares do nosso património natural.

Também o balanço económico da empresa de celulose tem sido negativo, sem que vaia servir fechar o ciclo produtivo para melhorar os resultados económicos e ambientais de umha indústria de enclave própria de economias coloniais e promovida em tempos do franquismo pola administraçom espanhola. ERVA lembra que o novo projecto de produçom de papel tisu apenas absorverá 19% da produçom de celulose da factoria, o que pom de manifesto a falácia das maravilhas do anunciado "ciclo completo".

A entidade ecologista denuncia também o salto à frente da produçom de madeira de eucalipto nos montes galegos, que só entre 1986 e 1998 passou de 36.000 para 174.000 hectares. Lembremos finalmente que ENCE conta já com sentenças que a condenam por delito ecológico continuado, todo o qual configura um panorama em que, de acharmo-nos num país minimamente normalizado e com um sistema mais ou menos próximo da justiça social e o respeito ao ambiente, ENCE estaria fechada há bem tempo.

 

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