Cientistas revelam que aquecimento global é mais grave do que se pensava

28 de Janeiro de 2005

Um estudo divulgado nesta quinta-feira polo jornal londrino «Independent», sob o título "Aceitando o desafio do clima", revela que o aquecimento do planeta é pior do que aquilo que se pensava inicialmente, situando em menos de dez anos o chamado "ponto de nom-retorno". O relatório dirige-se ao chamado G8 coincidindo com a presidência británica no citado organismo, que agrupa os oito estados capitalistas mais poderosos.

Segundo esse estudo, elaborado por cientistas británic@s e norte-american@s, o principal factor no processo de aquecimento do Planeta é a actividade humana, através do chamado efeito estufa. O que se conhece como "ponto de nom-retorno" foi estabelecido em dous graus acima da temperatura média do planeta em 1750, antes portanto de começar a revoluçom industrial. Desde esse ano, a temperatura global subiu 0,8 graus.

A equipa de cientistas responsável polo estudo que comentamos afirma que umha subida de 1 grau no aquecimento da Terra resultará num mundo completamente diferente, com fortes secas, desaparecimento de florestas, dificuldades na agricultura, aumento do nível do mar e aparecimento de novas doenças.

Os cientistas realçárom ainda que as tentativas de controlar o aquecimento global através do Tratado de Quioto, que estabelece um limite na emissom de gases por parte dos estados industrializados, nom serám suficientes para evitar umha situaçom que já se vive actualmente. De resto, lembremos que nem o tal Tratado foi subscrito por estados como os EUA, nem está a ser cumprido polos que o subscrevêrom.

Embora o problema afecte ao planeta no seu conjunto, também neste assunto há diferenças segundo o poder económico. Se as perdas em catástrofes naturais aumentárom de 4 bilhons de dólares por ano na década de 1950 para 40 bilhons em 1999, som os países do chamado Terceiro Mundo que estám a padecer mais as conseqüências do caos climático de que nos abeiramos.

Longe de existir umha clara vontade de mudar o rumo que nos conduz para o abismo, nom só o grande capital mantém as coordenadas sócio-económicas em termos unicamente depredadoras e de espólio ambiental. Também movimentos adscritos à esquerda reformista dam cobertura à impunidade na destruiçom do planeta, como estamos a ver nos últimos tempos no nosso país, com sindicatos e partidos políticos de todas as cores a exigir umha "maior quota de contaminaçom" para a Galiza dentro do reparto estabelecido por Quioto.

 

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