Líder do Patronato na Galiza entra em campanha apoiando o PP e reclamando salários mais baixos

3 de Janeiro de 2005

O presidente dos patrons galegos, António Fontenla, entrou em campanha para apoiar o Partido Popular ante as Eleiçons autonómicas previstas para o próximo Outono. Com os principais partidos do sistema em plena pré-campanha e um Manuel Fraga com a maioria absoluta em risco segundo as sondagens, Fontenla nom duvidou em esclarecer que o PP é quem melhor representa os sócios e sócias da Confederación de Empresarios da Galicia (CEG).

Fijo-o numha entrevista para umha emissora espanhola de rádio, ao apoiar os orçamentos do PP e a sua estratégia no que ao Plano Galiza di respeito. Porém, a mais contundente das declaraçons do dirigente patronal foi a reclamaçom de que os soldos sejam actualizados por baixo do IPC em 2005, já que, segundo Fontenla, a suba de ordenados na Galiza "nom vai parelha à produtividade das empresas".

Ante a próxima negociaçom dos convénios, o presidente da CEG admitiu que se reunirá com os sindicatos e o Governo autonómico para transmitir-lhes a necessidade de um "pacto social" baseado em tais princípios, culpabilizando os salários dos problemas da economia galega, que Fontenla resume em "falta de competitividade".

Esquece o senhor burguês, porém, um dado importante, e é que a Galiza conta já com uns salários inferiores em 20% à média do Estado espanhol, e muito mais se tomarmos como referência a média europeia. Para além disso, fica por contabilizar a grande quantidade de horas extra obrigatórias e nom pagas que os amigos de Fontenla imponhem aos trabalhadores e trabalhadoras galegas. Se a isso todo somarmos a precariedade dos contratos, a discriminaçom acrescentada a jovens e mulheres, ou a falta de segurança causante de milhares de acidentes entre @s empregad@s (e nom entre os patrons como Fontenla), chegaremos a interpretar coerentemente as posiçons do "democrata" António Fontenla.

 

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