Fraga manifesta-se contra o divórcio e di que @s homossexuais "tenhem os cromossomas errados"

15 de Dezembro de 2004

Na linha que tradicionalmente o tem caracterizado como fascista homofobo e misógino, o ainda presidente da Junta da Galiza, Manuel Fraga, declarou numha entrevista televisiva no canal privado espanhol Antena 3 que a homossexualidade é umha "anomalia" e, dirigindo-se à jornalista que o entrevistava, espetou-lhe: "quem preferir um guarda civil a umha senhora linda como a senhora é, qualquer cousa esquisita tem de ter". Daí que, para o velho ministro franquista nunca arrependido, "o orgulho gai é um outro tremendo erro", tal como o eventual reconhecimento do casamento entre homossexuais, por mais que sugerisse que "quem tem os cromossomas errados tem direito a um certo reconhecimento", mas nunca à altura de um casamento "tradicional".

Fraga, representante da essência franquista do Partido Popular em estado puro, criticou também a agilizaçom dos trámites do divórcio, com um "argumento" verbalizado assim: "Qualquer pode dizer: quero divorciar-me e pronto. Acho isso um disparate" (sic).

Lembremos que nom é a primeira vez que o líder do PP na Galiza insulta as mulheres, homossexuais e outros sectores sociais especialmente castigados polo regime que o formou como político, o franquismo, e pola continuaçom "natural" do mesmo, a actual Restauraçom monárquica. Já nalgumha ocasiom "rebateu" no Parlamento a intervençom de algumha deputada da oposiçom com palavras simiescas do género de "o único que exibiu essa senhora foi o seu decote". Mais recentemente, o próprio Fraga defendeu reiteradamente a "honra" do presidente da Cámara de Toques, condenado por delito sexual contra umha menor nesse concelho e membro do Partido Popular.

 

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