Preocupaçom no nacionalismo espanhol: Fraga afirma que "Espanha está em perigo"

17 de Abril de 2005

Nos últimos dias, temos informado sobre diferentes manifestaçons da preocupaçom que exprimem sectores da direita e a extrema direita chauvinista espanhola. Primeiro fôrom o cardeal Rouco Varela e o arcebispo compostelano Julián Barrio; a seguir, José Maria aznar e os líderes empresariais José María Cuevas (CEOE) e Santiago Herrero (CEA). Manuel Fraga é o último a sair a cena para sentenciar que "Espanha está em perigo".

Fai-no na véspera das Eleiçons bascas e em plena pré-campanha para as Eleiçons na Comunidade Autónoma da Galiza. Num acto político ante várias centenas de adeptos, ontem mesmo fijo um paralelismo entre a que chamou "Guerra da Independência" do século XIX e a actual crise do projecto nacional espanhol.

Entom, deixando voar a imaginaçom, garantiu que um triunfo das forças bascas nas eleiçons de hoje irá supor que "às dezenas de milhares de bascos que tivérom de ir embora para nom serem assassinados, talvez se acrescentem outras muitas dezenas de milhares", afirmando em tom agressivo que "nom podemos passar por isso".

Encorajando um posicionamento claro da Galiza em favor de Espanha, reclamou que nas Eleiçons de Outubro o nosso povo "deixe perfeitamente claro que nom se pode jogar com os galegos", em referência à possibilidade de que também na nossa pátria poda vir a crescer a afirmaçom nacional frente a Espanha.

Criticando qualquer hipotético processo de debate que poda atingir a Constituiçom espanhola de 78, acusou o PSOE de recusar-se a "pactuar com nós no País Basco, reservando-se o direito de o fazer, eventualmente, com os nacionalistas [bascos]". A partir do seu habitual extremismo espanholista, quijo ainda afirmar a espanholidade da Galiza dizendo que a nossa naçom é "mae de muitos espanhóis", excluindo qualquer outra possibilidade para o nosso povo que nom passe polo nacionalismo espanhol, e proclamando finalmente: "Galiza nunca se sentiu mais do que espanhola". O ex-ministro franquista e ainda presidente da Junta, Manuel Fraga, reafirmou-se assim na antítese da histórica sentença rosaliana, que muitos galegos e galegas sentimos como parte do nosso programa para a construçom nacional: "Pobre Galiza, nom deves chamar-te nunca espanhola".

 

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