Anterior ministro espanhol da Defesa silenciou relatório militar que alertava sobre os riscos da planta de gás na Ria de Ferrol

12 de Janeiro de 2005

Segundo acaba de saber-se, altos mandos da Armada espanhola em Ferrol alertárom contra "os riscos para a segurança militar" que supunha a construçom da regasificadora de Reganosa no coraçom da Ria de Ferrol, em Mugardos. Porém, Federico Trilho, ministro da Defesa do Governo do Partido Popular na altura, silenciou o relatório e deu o visto ao projecto que hoje está em construçom e que já supujo um enorme recheio na ria de mais de 120.000 m2 na Ponta Promontoiro, e suporá no futuro um grave risco ao encontrar-se próximo de dezenas de milhares de pessoas que moram à volta da Ria de Ferrol.

O substituto de Trilho à frente do Ministério da Defesa, José Bono, afirmou agora que vai investigar os riscos denunciados polos militares espanhóis, segundo a carta que remeteu em resposta a umha associaçom vicinal mugardesa.

Muito se tem especulado sobre o tipo de armamento que poderá estar armazenado em instalaçons da Granha e o Arsenal. Sabe-se que costumam fazer escala buques da NATO e que na Granha, paróquia ferrolana, existem arsenais ocultos abaixo de terra. O chamado de alerta militar ante a construçom da planta de gás alimenta ainda mais as suspeitas de que armamento nom convencional poda encontrar-se na base naval granhesa.

A oposiçom à planta de gás em Mugardos foi conduzida durante os últimos anos por umha plataforma cidadá composta por vizinh@s, mariscador@s, ambientalistas e outros sectores atingidos. A eventualidade de um acidente como os já acontecidos em instalaçons semelhantes noutros países suporia umha gravíssima catástrofe para a populaçom, o que nom impediu que o conjunto de partidos políticos e sindicatos tenham aderido acriticamente ao projecto. Por sua vez, a esquerda independentista galega ficou como único agente político a rejeitar o projecto de Reganosa ao supor mais umha fonte de contaminaçom da Ria e umha ameaça à saúde de milhares de pessoas.

Haverá que comprovar agora o peso dos motivos aduzidos polo próprio exército espanhol e se finalmente o Governo de Madrid acaba por paralisar as obras da planta, cujo início de actividade é previsto para este mesmo ano.

 

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