EUA destrói hospital em Falluja; guerrilha patriótica resiste

7 de Novembro de 2004

Um hospital foi completamente destruído num dos mais intensos ataques aéreos já realizados contra a cidade de Falluja, durante este fim de semana. Testemunhas afirmárom que apenas a fachada sobrou do Hospital de Emergência de Nazzal, no centro da cidade. Nom se sabe quantos mortos ou feridos pode haver entre o entulho resultante.

Funcionários do hospital confirmárom que todos os equipamentos fôrom destruídos. Também um armazém de medicamentos foi danificado polas bombas ianques, numha operaçom de castigo que dura já dias a fio, e que tem como objectivo preparar umha invasom da cidade, que há meses resiste bravamente a ocupaçom imperialista.

Lembremos que duas ofensivas anteriores polo controlo da cidade por parte das forças invasoras fracassárom ante a resistência popular, apesar de mais de 300.000 habitantes terem tido que abandonar a cidade fugindo dos brutais e indiscriminados ataques estado-unidenses.

A guerrilha resiste

E nom só em Falluja se verifica umha corajosa e heróica resistência. Neste sábado continuárom as acçons das guerrilhas patrióticas contra objectivos ligados ao regime ditatorial imposto polos EUA no país.

Umha série de ataques com carros armadilhados na cidade de Samarra, a Norte de Bagdad, matou 43 pessoas e deixou dezenas de feridos neste sábado. Duas explosons tivérom como alvo a sede municipal da cidade e umha terceira atingiu um comboio militar norte-americano.

"Vim um carro a aproximar-se da Cámara municipal. Quando a polícia o parou, explodiu", afirmou um comerciante próximo do local do ataque.

Noutros incidentes, guerrilheiros atacárom três esquadras também em Samarra, matando polo menos dez polícias. Os ataques ocorrêrom na regiom central da cidade e teriam sido bem articulados polos rebeldes, que chegárom a utilizar quatro carros armadilhados.

Há que recordar como a cidade de Samarra, reinvadida polas forças de ocupaçom em Setembro, vinha sendo citada polo governo fantoche pró-imperialista como um exemplo da colaboraçom entre ocupantes e sipaios na "restauraçom da ordem" no Iraque. Os ataques deste sábado mostram o fracasso da alegada "pacificaçom" da cidade por parte da ditadura militar estrangeira imposta no Iraque.

 

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