Férias de Inverno militarizadas no Estado espanhol

24 de Dezembro de 2004

O PSOE mantém a mesma "medicina antiterrorista" aplicada polo Partido Popular, com a militarizaçom e policializaçom social com fins alegadamente "preventivos". Dezenas de milhares de polícias, guardas civis e soldados espanhóis estám a ocupar grande número de ruas e prédios seguindo as directrizes da Secretaria de Estado para a Segurança.

A novidade acha-se na presença massiva de militares em aeroportos, estaçons, centrais nucleares, eléctricas e gasodutos. Lembremos que recentemente foi aprovada a participaçom das forças armadas espanholas em labores ditos "antiterroristas", aplicando-se agora pola primeira vez a nova doutrina militarista, copiada dos Estados Unidos e o Reino Unido.

Para além da presença intimidatória de mais de 5.000 militares, a polícia espanhola distribui nestes dias 28.500 elementos, metade do corpo oficialmente reconhecido, para participar num operativo que inclui controlos de estrada, vigiláncia em acessos, aeroportos, estaçons, metros, autocarros, fronteiras, zonas comerciais e actos multitudinários.

Especial destaque tem a participaçom das eufemisticamente chamadas "Unidades de Intervençom", grupos policiais especializados na repressom directa e dotada dos mais modernos meios e armamento para tal fim.

A Guarda Civil, por seu turno, participa com nom menos de 36.800 elementos no operativo, nomeadamente nas estradas e vias de acesso às cidades.

De resto, a mega-campanha de militarizaçom social inclui umha faceta de processamento de informaçom e actuaçom de forças camufladas que contribuirám para o controlo social durante o período das Férias de Inverno. Nada de novo, como se vê, a respeito da filosofia dita "antiterrorista" do PP, plasmada num avanço incontenível do Estado policial e do controlo social sem limites, situando o conjunto da populaçom sob suspeita, e sem apresentar qualquer alternativa política que vise a superaçom das contradiçons de fundo que fam surgir e alimentam o que os governos espanhóis chamam de maneira simplória "ameaça terrorista".

 

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