Nona ediçom das Jornadas Independentistas Galegas, dedicadas ao tema "Língua e Construçom Nacional"

28 de Abril de 2005

Por nono ano consecutivo, o nosso partido organiza as Jornadas Independentistas Galegas, que decorrerám em Compostela nos dias 12, 13 e 14 de Maio. Desta vez, o tema que ocupará monograficamente os três actos previstos é "Língua e contruçom nacional", contando com a participaçom de activistas de base dos movimentos normalizadores basco, catalám e galego.

Em concreto, participarám nas Jornadas, que terám lugar no Centro Social Henriqueta Outeiro de Compostela, integrantes de Euskal Herrian Euskaraz (EHE), Acció Cultural del País Valencià (ACPV), Portal Galego da Língua (AGAL), A Gentalha do Pichel, Fundaçom Artábria, Novas da Galiza e NÓS-Unidade Popular. Eis o programa completo previsto:

Programa

Quinta-feira, 12 de Maio, às 20 horas: Língua e construçom nacional em Euskal Herria. Mikel Irastortza (Euskal Herrian Euskaraz)

Sexta-feira, 13 de Maio, às 20 horas: Língua e construçom nacional nos Països Cataláns. Tóni Gisbert (coordenador da ACPV)

Sábado, 14 de Maio, às 12 horas: Debate sobre língua e construçom nacional na Galiza, com Miguel R. Penas (do Portal Galego da Língua, AGAL), Ángelo Meraio (da Gentalha do Pichel, Compostela), Sílvia Casal (da Fundaçom Artábria), Maurício Castro (da Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular) e Alonso Vidal (do jornal Novas da Galiza).

Com motivo da organizaçom deste evento anual do nosso partido, Primeira Linha em Rede aproveita para activar um novo Especial Jornadas Independentistas Galegas, em que pode consultar-se toda a ainformaçom relativa a todas as ediçons anteriores, incluindo os cartazes, textos, imagens e outros conteúdos de interesse. Podes aceder ao novo Especial aqui.

A seguir, reproduzimos o texto de apresentaçom das IX Jornadas Independentistas Galegas, difundido polo Comité Central de Primeira Linha.

IX Jornadas Independentisas Galegas

Língua e construçom nacional

Na actualidade, partindo do incontornável princípio estratégico do monolingüismo social e aplicando para além da pura retórica a necessidade de umha orientaçom reintegracionista do processo normalizador, as entidades e militantes da esquerda independentista participam, junto a outros sectores, das principais iniciativas de base em favor da língua.

Quando repetidamente afirmamos que o nosso projecto de libertaçom nacional e social de género deve concretizar-se no presente, ao nível que nos for possível fazê-lo, podemos citar o caso da língua como paradigmático. Nom é possível adiarmos a conquista e exercício dos nossos direitos lingüísticos a um hipotético futuro de liberdade e soberania.

A nossa subsistência como comunidade lingüística só será possível se construirmos desde já as ferramentas sociais de todo o tipo que garantam essa subsistência, partindo da unidade dos sectores interessados na mesma. Nengum governo, nengumha instituiçom poderá normalizar a nossa língua por decreto se nom existir um sector social importante, lingüisticamente consciente e compactado, empenhado na luita pola língua. Eis o sentido da participaçom independentista nos centros sociais, nos meios de comunicaçom, no trabalho político e outros ámbitos, com inquebrantável fidelidade ao objectivo da plena recuperaçom dos nossos direitos lingüísticos.

Quando a situaçom social da língua é a mais precária de sempre, quando as entidades representantivas do sector maioritário do nosso nacionalismo relaxam a luita normalizadora, é mais necessário do que nunca agirmos com decisom e audácia em defesa do nosso idioma, em ámbitos como os citados e ainda outros muitos.

A partir das premissas anteriores, o nosso partido organiza estas IX Jornadas Independentistas Galegas com um duplo objectivo:

- Em primeiro lugar, dar a conhecer a experiência dos outros dous povos envolvidos na mesma luita lingüística no Estado espanhol, Euskal Herria e os Països Cataláns. Para isso contamos com a participaçom de Mikel Irastortza, membro de Euskal Herrian Euskaraz (EHE), organizaçom basca dedicada ao activismo social em defesa da plena recuperaçom do euskara como língua nacional; e Tóni Gisbert, coordenador de Acció Cultural del País Valencià (ACPV), principal entidade normalizadora do País Valencià e protagonista de importantes iniciativas em favor da normalizaçom e a unidade lingüística do catalám nessa área dos Països Cataláns.

- O segundo objectivo destas Jornadas é favorecer o debate entre algumhas das principais iniciativas normalizadoras de base que na Galiza tenhem surgido nos últimos anos, nos mais diversos ámbitos. Para tal, contamos com a participaçom de Alonso Vidal, membro do Conselho de Redacçom do jornal Novas da Galiza; Miguel R. Penas, da comissom informática da AGAL que mantém o existoso Portal Galego da Língua na Internet; Ángelo Meraio, membro da Gentalha do Pichel, entidade cultural que proximamente inaugurará o seu centro social na capital galega; Sílvia Casal,activista cultural da Fundaçom Artábria, pioneira a partir de Trasancos da nova rede de centros sociais criados nos últimos anos um pouco por todo o País; e Maurício Castro, membro da Direcçom Nacional de NÓS-Unidade Popular, organizaçom que desde o seu nascimento, em 2001, tem mantido sempre a defesa da língua no centro do seu trabalho político.

Todas as iniciativas citadas tenhem em comum o seu compromisso com a língua e a perspectiva claramente reintegracionista que as guia. Achamos que terá grande interesse possibilitar um debate público em que se analisem as conquistas dos últimos anos e as principais necessidades e objectivos para o futuro imediato, com a plena conquista dos nossos direitos lingüísticos e a construçom nacional da Galiza como horizonte irrenunciável.

Comité Central de Primeira Linha
Galiza, Maio de 2005

 

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