BRIGA rejeita proposta do Governo espanhol sobre infravivendas para jovens

14 de Abril de 2005

Reproduzimos a seguir o comunicado remetido pola organizaçom juvenil independentista, BRIGA, em relaçom com a proposta do Ministério da Vivenda espanhol para a promoçom de mini-vivendas para jovens.

BRIGA CONTRA A PROPOSTA DE INFRAVIVENDAS DO GOVERNO ESPANHOL

A terça passada, a ministra de Vivenda do governo espanhol María Antonia
Trujillo apresentou umha proposta que supostamente resolveria as grandes
dificuldades que temos os moços e as moças para acedermos a umha vivenda e
independizarmo-nos economicamente.

A soluçom mágica infalível nom é outra que a construçom de blocos de
micro-andares de 25-30 m quadrados, cuja evidente insalubridade permitiria
rebaixar o preço de aluguer e compra sem reduzir os ganhos para promotores
imobiliários, agências e construtoras, que seguiriam a obter jugosos benefícios
enquanto as condiçons de vida da mocidade que se veja obrigada a aceitar esta
"soluçom" (a maioria de nós) roçarám o chabolismo.

Expert@s em interiorismo e arquitect@s já tenhem denunciado que um andar destas
características fornecido dos móveis básicos (cama, armário, mesa, sanitários,
lava-louça...) deixa apenas 7 m quadrados de mobilidade, em que @s jovens
teremos de desenvolver a nossa vida todos os dias.

Estas medidas som defendidas como a melhor soluçom baseando-se no facto de serem
modelos importados doutros estados da UE, em que precisamente os processos de
neoliberalizaçom e desmantelamento dos sectores públicos estám mais avançados.
A social-democracia espanhola expujo a sua verdadeira face ao tratar de
impulsionar esta iniciativa, a todas as luzes própria do governo Aznar,
defendendo-se das críticas alegando que "a dignidade nom se mide em metros
quadrados", e que seria umha vivenda "para um momento muito pontual da vida d@s
jovens". Tendo em conta qual é a situaçom da mocidade trabalhadora galega, que
cada vez tem mais dificuldades para conseguir um trabalho fixo, toda esta
verborreia nom deixa de ser um intento de fazer passar como um avanço o que é
um terrível retrocesso nos direitos da mocidade, à que se lhe quer fazer viver
em buratos.

Os meios de comunicaçom publicavam a quarta-feira um retrocesso acovardado do
PSOE, e que agora ratificam a través de umha conferência de imprensa, alegando
que a proposta era só "um estudo", que nom se ia incluir no novo Plano de
Vivenda. De novo a ambigüidade, as meias verdades e as contradiçons som a
bandeira da socialdemocracia obsesionada com manter o apoio eleitoral, ainda
que para isso tenha de mentir descaradamente.

 

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