Porrinho: nova vítima mortal das precárias condiçons de trabalho

25 de Novembro de 2004

Bruno Migues, um jovem redondelano de 25 anos e operário da empresa Clasificadora de Metales S.A. do Porrinho, morreu na tarde do dia 23 de Novembro enquanto realizava a manutençom de umha das trituradoras para metais da instalaçom situada no polígono industrial da Granja. A máquina foi activada quando ele se achava dentro e o seu corpo foi despedaçado. Os responsáveis da empresa ainda nom esclarecêrom as circunstáncias do acontecimento, nem como é possível que o mecanismo fosse activado havendo umha pessoa dentro.

Bruno é mais um das dúzias de trabalhadoras e trabalhadores que cada ano som vítimas mortais do terrorismo capitalista na Galiza, mais de cem no ano passado, quase um/ha cada três dias segundo as fontes oficiais.

E é precisamente a juventude trabalhadora o segmento da classe operária que mais gravemente padece as dramáticas conseqüências da lógica criminosa do máximo lucro e do livre mercado (também laboral); com salários baixos, jornadas laborais muito por cima das legalmente estabelecidas, eventualidade que atinge umha amplíssima maioria dos contratos, precariedade e ausência de medidas de segurança sob a constante ameaça do desemprego, @s jovens galeg@s som carne de "acidente laboral". Mas devemos recordar que a morte de cada operári@ nom é um fatal azar, mas produto das suas condiçons de trabalho e portanto responsabilidade directa da direcçom da empresa e do patronato empresarial no seu conjunto.

 

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