NÓS-UP pronuncia-se ante a terceira mulher morta pola violência machista neste ano

17 de Dezembro de 2004

A esquerda independentista galega denunciou através de NÓS-Unidade Popular a persistência da violência machista que padecem as mulheres na Galiza. A morte da viguesa Alícia Rei Muinhos foi a terceira vítima mortal de 2004. Reproduzimos a seguir o pronunciamento público de NÓS-UP, que está disponível no seu web nacional:

NÓS-UP perante a terceira vítima mortal da violência machista na Galiza

Alícia Rei Muinhos nom é o nome dumha mulher galega qualquer, é o nome da terceira mulher assasinada na Galiza polo terrorismo machista. Esta mulher nom era a única que sofria assédio e ameaças, cada dia dúzias de mulheres vivem na mesma situaçom, muitas delas fartas de denunciarem umha situaçom à qual nom vem saída ou soluçom, deixadas de lado, por parte dos políticos profissionais, sentem que estám numha batalha perdida , sabem que o seu futuro nom é tal.

Da comissom nacional da mulher de NÓS-Unidade Poular, queremos alertar de que a mudança de cor política no Governo espanhol, e o conjunto de medidas aprovadas, tendentes a reduzir a desigualdade entre homens e mulheres, nom deve distrair-nos da denúncia da origem da situaçom que padecemos as mulheres: o patriarcado na sua simbiose com o sistema capitalista.

As medidas postas em marcha polo governo do PSOE, -em concreto a Lei Contra a violência de Género e as anunciadas reformas para o 2005 do Código Civil-, som parches e coseduras a umha situaçom que fai água por toda a parte. O sistema económico que defende o Governo espanhol necessita da opressom, exploraçom e dominaçom de mais de metade da populaçom mundial, para se manter e se perpetuar. Muitas vezes a morte é a conseqüência mais cruel e visível da violência machista, -a dia de hoje é a principal causa de mortalidade das mulheres entre os 16 e os 44 anos, tanto a nível mundial como europeu-, mas existem diversas formas de agredir, danar e humilhar.

A aprovaçom da Lei contra a violência machista e outra série de medidas podem melhorar a situaçom daquelas mulheres que denunciam o seu maltratador, mas nom ataca as causas polas quais os homens se consideram com direito a bater nas mulheres e desafogam nelas todo o mal-estar psicossocial gerado pola sociedade em que vivem. Estas medidas nom pretendem derrubar nem fazer abalar um sistema que tem como alicerce básico esta desigualdade manifesta.

 

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