Assembleia de Mulheres do Condado denuncia impunidade do violador das Neves

15 de Dezembro de 2004

A entidade feminista comarcal do Condado, AMC, encontra-se implicada numha campanha de solidariedade com Rosa Maria, umha rapariga assediada por José Luís Esteves, obrigado por ordem judicial a manter afastamento de Rosa, mas que incumpre reiteradamente a ordem. AMC está a dar apoio jurídico a Rosa e reclama que a instituiçom municipal das Neves se implique na defesa da vizinha do concelho para além das grandes palavras de datas como o 25 de Novembro.

Dentro da campanha de solidariedade, a AMC convocou umha concentraçom para a vindoura sexta-feira dia 17, com motivo do julgamento que Rosa, a rapariga agredida, vai ter polo incumprimento reiterado da ordem de afastamento por parte do seu agressor.

A seguir, reproduzimos o comunicado difundido pola Assembleia de Mulheres do Condado:

FAGAMOS FRENTE À VIOLÊNCIA MACHISTA
JOSÉ LUÍS ESTÉVEZ RODRÍGUEZ o violador das Neves que continua impune

As mulheres vivemos tempos difíceis, e aqui nas Neves há umha mulher que está a viver tempos realmente difíceis, falamos de Rosa Maria, a rapariga de 17 anos que vem sofrendo o assédio diário por parte dum primo por afinidade dela (marido da prima), chamado José Luís Esteves, e nascido em Sela. É sabido que este indivíduo tem ditada ordem de afastamento sobre Rosa, por tentativa de violaçom, que incumpre reiteradamente. Igualmente já foi denunciado por umha violaçom sobre umha moça de Empiade.

Rosa, numha entrevista recente no Faro de Vigo, assegura que está a ser continuamente vigiada por este homem no trabalho e pola rua. Comenta também que nom pode dormir devido aos nervos que está a passar, que a situaçom que está a viver está a provocar-lhe problemas psicológicos que nom poderá superar com facilidade.

Mas José Luís Estévez nom é a primeira vez que viola, persegue, e assedia umha mulher. Tem duas denúncias de mulheres diferentes e outras duas raparigas das Neves já fôrom violadas anteriormente, mas nom se atrevêrom a denunciá-lo por medo a represálias.
Neste momento, Rosa Maria está aguardando a setença do julgamento contra o seu agressor, mas aqui também encontra problemas e obstáculos burocráticos; tem de recorrer ao chamado CIM (Centro de Informaçom à Mulher) de Ponte Areas, já que logicamente nom tem meios económicos suficientes para pagar um advogado, umha vez que no julgado lhe denegárom um profissional de ofício ao ter finalizado o prazo legal para o solicitar.

Da Assembleia de Mulheres do Condado queremos solidarizar-nos com as justas reivindicaçons de Rosa, que nom som mais que viver tranqüila e que a justiça actue em conseqüência ante a sua denúncia. Um homem tam perigoso como este nom pode andar tam tranqüilo pola rua. Para nós, as mulheres, torna-se imprescindível que a sociedade tome consciência da violência que sofremos polo simples facto de sermos mulheres, e especialmente pedimos às vizinhas e vizinhos das Neves que apoiem Rosa e a todas as mulheres que como ela se atrevêrom a denunciar e adoptem todas aquelas medidas de pressom que isolem e neutralizem o agressor.
A AMC pom todos os seus meios e recursos a disposiçom de Rosa e de todas aquelas mulheres que o necessitarem.

Exigimos às forças políticas com representaçom municipal no Concelho das Neves que abandonem a passividade e apliquem com urgência os cínicos e hipócritas discursos que utilizam nas datas assinaladas como o 25 de Novembro (Dia contra da violência machista). Fazendo grandes declaraçons para a galeria nom se soluciona nengum dos problemas que temos. É hora de agir. É hora de evitar mais violaçons, mais agressons contra as mulheres.

 

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