Novo ministro da Justiça norte-americano defende legalizaçom das torturas

11 de Novembro de 2004

O presidente dos EUA, George W. Bush, nomeou o advogado da Casa Branca e principal consultor jurídico, Alberto Gonzales, para substituir o secretário (ministro) da Justiça John Ashcroft. "O seu intelecto aguçado e juízo sólido ajudárom a moldar as nossas políticas na guerra ao terror", dixo o líder imperialista.

Gonzales, texano de origem mexicana, de 49 anos, foi procurador-geral do Texas quando Bush era governador, secretário de Estado e juiz da Suprema Corte do dito Estado. Em 2002, Gonzales redigiu o memorando segundo o qual os mais de 600 prisioneiros que tinham sido levados para a base norte-americana de Guantánamo, em Cuba, estavam num limbo jurídico que os punha à margem das garantias da Convençom de Genebra, que proíbe maus-tratos a prisioneiros.

Num esforço de relativizar as liberdades civis frente às necessidades da dita "guerra ao terror", Gonzales defende a tese de que convençons e tratados sobre tortura nom se aplicam no caso de presos acusados de "terrorismo". De facto, essas teses fôrom apresentadas como peça de defesa polos advogados de militares acusados de torturar presos iraquianos em Abu Ghraib.

Para além do autoritário Gonzales, outros nomes da direita mais cavernícola som baralhados na constituiçom do novo governo. É o caso de Paul Wolfowitz, subsecretário da Defesa e um dos falcons da extrema direita com vazas para ocupar um dos principais lugares na estratégica área dos negócios estrangeiros, provavelmente substituindo @s também extremistas Powell, Rumsfeld ou Rizze.

 

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Bush acompanhado de Alberto Gonzales, novo secretário (ministro) da Justiça norte-americano e firme defensor da legalizaçom das torturas
A composiçom do novo governo dos EUA nom deixará lugar às dúvidas quanto ao seu feitio de agressiva extrema direita