Às operárias


V.I. Lenine
21 de Fevereiro de 1920

Camaradas:

As eleiçons ao Soviet de Moscovo mostram o fortalecimento do Partido Comunista entre a classe operária.

É preciso que as operárias tomem umha parte mais activa nas eleiçons: o Poder soviético é o primeiro e o único no mundo que revogou totalmente as velhas e infames leis burguesas, que colocavam a mulher numha situaçom de desigualdade com respeito ao homem e concediam a este privilégios, por exemplo, no terreno do direito matrimonial ou quanto aos filhos. O Poder soviético é o primeiro e único no mundo que, como Poder dos trabalhadores, suprimiu todas aquelas prerrogativas que, ligadas à propriedade, subsistem no direito familiar a favor do homem em todas as repúblicas burguesas, até nas mais democráticas.

Onde há latifundiários, capitalistas e comerciantes, nom pode haver igualdade entre o homem e a mulher, nem sequer ante a lei.

Onde nom há latifundiários, nem capitalistas, nem comerciantes, onde o Poder dos trabalhadores edifica a nova vida sem estes exploradores, existe igualdade entre o homem e a mulher ante a lei.

Mas isto nom basta.

A igualdade ante a lei nom é a igualdade na vida.

Necessitamos que as trabalhadoras consigam a igualdade com os trabalhadores nom só ante a lei, mas antes na vida. Para isto é preciso que as trabalhadoras intervenham cada vez mais na administraçom das empresas públicas e na administrsaçom do Estado.

Administrando, as mulheres aprenderám com rapidez e porám-se à mesma altura que os homens.

Elegede mais operárias ao Soviet, o mesmo comunistas que sem partido. Com tal de que sejam operárias honradas, capazes de realizar um labor inteligente e constante, ainda que sejam operárias sem partido, elegede-as ao Soviet de Moscovo!

Mais operárias no Soviet de Moscovo! Que o proletariado de Moscovo demonstre que está disposto a fazer e fai todo o necessário para a luita até a vitória, para a luita contra a velha desigualdade, contra a velha humilhaçom burguesa da mulher!

O proletariado nom pode lograr a vitória completa sem conquistar a plena liberdade para a mulher.


Publicado em Pravda, nº 40, 22 de Fevereiro de 1920

 

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