AGIR denuncia submissom dos CAF à política de alianças do BNG

26 de Janeiro de 2005

A entidade estudantil da esquerda independentista, AGIR, denunciou o papel subsidiário que corresponde aos Comités Abertos de Faculdade (CAF) ante a política de alianças do seu referente político, o BNG, que ultimamente está a ensaiar aproximaçons e frentes comuns com o Partido Popular. AGIR pom como exemplo o convite ao secretário geral do PP, Jesus Palmou, para participar num debate sobre a organizaçom territorial do Estado espanhol. Semelha que de repente tenha surgido um inusitado interesse no autonomismo por conhecer as propostas do PP nesse terreno. Eis o conteúdo do comunicado de AGIR, que pode ser também consultado no seu web nacional:

Os CAF submetidos à política de alianças do BNG

O entramado de siglas do regionalismo galego, cujas organizaçons se vem indefectivelmente arrastadas pola volubilidade do BNG, está a traçar umha curva degenerativa no que à sua identidade político-ideológica se refere que, para além das críticas circunstanciais e/ou globais que se puderem exercer, está a converter a USC num terreno de abono da cumplicidade institucional do tridente BNG-PSOE-PP.

Esta realidade, com independência de manifestar-se como um reflexo dos avatares da inoperante e negligente política institucional do nosso país, cuja responsabilidade recai nos três corpos representativos (PP-PSOE-BNG), fai com que o contexto de decadência económica da USC se esqueça temporariamente, para transformar este marco de enorme potencial num eido de manobras estratégicas em que os partidos políticos citados, amparados polos seus colectivos juvenis e estudantis adjacentes, elaboram umha fiçom de camaradagem, política "construtiva", e crítica amável com que pretendem seducir, lea-se sedar, a comunidade universitária. As boas palavras, artelhadas em tom de debate, esparegem-se por inúmeros foros, a cada qual mais vazio, mais espanhol, mais inútil.

Os CAF, importante elemento actor no teatro que referimos, moveu peça recentemente e aprofundou no vieiro de encontro e aliança correctíssima com a classe política dirigente, isto é, a representada polo caciquismo do PP. E numha aposta ininteligível se nom se circunscrever ao panorama que encetamos e criticamos com firmeça, convidou o senhor Jesus Palmou a participar num debate arredor do trilhado modelo de organizaçom territorial do Estado espanhol. Este indivíduo, habitual alvo do movimento regionalista galego, e que mesmo chegou a ser coerentemente identificado polo círculo dos CAF, dentro dele por rechamantes pessoagens, como cúmplice do golpe de Estado do 23-F, e outros episódios do extremismo terrorista espanhol, é agora objecto de interesse dos Comitês.

Semelhante hipocrisia nom merece redundáncias. Jesús Palmou é actualmente Secretário Geral da sucursal galega de um partido, o Popular, que nas últimas semanas está a levar a cabo, no tocante ao tema estatutário e constitucional, umha campanha perfectamente ajustada com a linha política de um sector da sociedade espanhola, que nega e repreme as identidades dos povos submetidos a Espanha e rechaça qualquer tipo de debate que proponha soluçons aos conflitos de raigame social e nacional que se reproduzem na realidade quotidiana.

A aposta inquestionável deste personagem pola violência e o confronto e a consequente nom aceitaçom da vontade democrática das naçons oprimidas, isto é, a negaçom do democrático direito de autodeterminaçom (ponto no que coincidem com o BNG -veja-se o programa político das passadas eleiçons em que se omite tal direito-), converte a palestra a iniciativa dos CAF numha patranha inaceitável que responde aos interesses de convergência no que a meios e fins atinge, orquestrados pola vulgar classe política galega. Interesses que se entrometem decote, para a nossa desgraça, no ámbito universitário.

PALMOU, FASCISTA, FORA DA USC!
MENOS CHARLAS, MAIS COMPROMISSOS!

 

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Jesus Palmou, secretário geral da filial do Partido Popular na Galiza