Sucedem-se conflitos urbanísticos em diversos concelhos galegos

22 de Janeiro de 2005

A aprovaçom dos Planos Gerais de Ordenaçom Urbanística ao longo da Galiza está a provocar conflitos entre entidades vicinais e populares e os diversos partidos envolvidos na elaboraçom de umhas normativas abertas à urbanizaçom selvagem e à especulaçom sem limites.

Pouco depois dos importantes confrontos registados no Pleno viguês, com centenas de vizinh@s a bloquear a imposiçom do PGOM a cargo do PP e do BNG, a situaçom reproduziu-se em Cangas, se bem que com diferentes companheiros de viagem por parte do Partido Popular. Com efeito, na vila do Morraço foi o PSOE quem aderiu à proposta do PP, acusada pola oposiçom (BNG e FPG) e numeros@s vizinh@s de supor umha macrooperaçom especulativa financiada polo sector da construçom. A nova normativa foi aprovada sob os berros de «Assim som, assim se vem, os caciques do PP» por parte do público, e com a polícia municipal a exercer labores repressivos às ordens do presidente da Cámara municipal.

De outra parte, e à margem do PGOM mas nom da política urbanística, o PP e IF (Independientes por Ferrol, grupo da direita localista) aprovárom em sessom extraordinária o projecto definitivo para a urbanizaçom da Porta Nova (rebatizada durante o franquismo como "Plaza de España" e ainda hoje assim chamada oficialmente), impondo um prédio dedicado a negócios privados no que em princípio iria ser espaço público. O lugar escolhido será onde se levantava a estátua eqüestre de Franco, retirada polo anterior governo (PSOE e BNG) aos quartéis militares da mesma cidade.

Agora, PP e IF aproveitam a reordenaçom para reduzir o espaço de uso público em favor de negócios de hotelaria e o que eufemisticamente chamam "ócio". O prédio, em plena praça, terá 21 metros de altura, rés-do-chao, sobreloja e três andares. Para maior escárnio, será batizado como "Puerta de Ferrol", em mais umha tentativa de fazer esquecer o nome histórico do lugar, a Porta Nova que ainda lembram @s mais velh@s em Ferrol. Lembremos que foi o planeamento e execuçom da primeira parte da obra, a cargo do Governo BNG-PSOE, que permitiu a localizaçom do prédio nesse lugar, ao ter instalado os alicerces necessários no subsolo.

Nom é esse o único projecto urbanístico da direita espanhola governante em Ferrol. O Governo de coligaçom tenciona também demolir um bairro inteiro, o conhecido como de Recimil, aproveitando a deterioraçom das vivendas, ocupadas por milhares de pessoas a preços de aluguer muito baratos, para levantar grandes edifícios para a venda numha operaçom especulativa de grande magnitude.

A alternativa defendida pola vizinhança, arquitect@s independentes e outros sectores da cidade é a recuperaçom dos próprios prédios de Recimil, de baixa altura e grande potencialidade para converter o bairro num dos mais cuidados e humanizados da cidade. Porém, PP e IF semelham decididos a apoiar o projecto das construturas que financiárom as suas campanhas eleitorais, oferecendo-lhes tam aliciante pastel.

Como se vê, o PP protagoniza todos os grandes planos especulativos e de posta ao serviço dos interesses das construturas nos espaços urbanos dos concelhos galegos. Mudam só os "sócios", de um lugar para outro, ficando sempre desprezados os interesses da maioria vicinal.

 

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Cangas: cenário de mais um confronto entre vizinhança e políticos por causa da política urbanística
No passado dia 12 de Janeiro, vizinhos de Recimil protestárom ante Juan Juncal (PP) no pleno em que se aprovava a demoliçom do bairro popular ferrolano