37 baixas mortais: o pior dia para as tropas ianques no Iraque

27 de Janeiro de 2005

As tropas imperialistas dos EUA tivérom ontem o pior dia no Iraque desde que iniciárom a invasom do país, há 22 meses, com 37 mortos em vinte e quatro horas. Assim, seis militares norte-americanos morrêrom em combate com a resistência e outros 31 na queda de um helicóptero. Os guerrilheiros também matárom 25 iraquianos colaboracionistas das forças ocupantes.

O general estado-unidense John Satler reconheceu a morte de 30 fusileiros navais e um marinheiro, na queda de um helicóptero perto da cidade de Rutba, na área de deserto próxima da fronteira com a Jordánia. Ainda nom se sabe a causa da queda, ainda que o comando ianque atribui ao mau tempo um factor para explicar o sinistro.

O próprio Bush reconheceu que a perda de vidas é "muito desanimadora" para o povo norte-americano, mas pediu compreensom a respeito das metas dos EUA na regiom, em velada alusom aos interesse económicos e de hegemonia mundial que o imperialismo ianque joga no Iraque. Na opiniom pública e os media dos EUA cresce a pressom para que se marque data à saída das tropas ianques de território iraquiano, umha vez que a derrota é cada vez mais evidente.

Mais quatro fusileiros fôrom mortos em acçom guerrilheira na província de Anbar, e um soldado perdeu a vida devido a umha granada de propulsom disparada contra ele na zona norte de Bagdad, segundo os militares ianques reconhecêrom. Outro militar morreu com a explosom de umha bomba num acostamento.

No ataque mais violento de ontem, um camiom-bomba explodiu perto do comité do Partido Democrático do Curdistám (colaboracionista) na cidade de Sinjar, a Noroeste do país. O presidente da Cámara dessa concelho, Dakheel Kassim Hassoun, dixo que 15 pessoas morrêrom e 30 ficárom feridas.

Horas antes, num ataque cuidadosamente coordenado, três militantes suicidas detonárom carros-bomba na localidade árabe sunita de Riyadh, a Sudoeste da cidade de Kirkuk. Os alvos fôrom um quartel, umha esquadra e umha estrada, segundo a polícia local, que notificou a morte de quatro polícias, dous soldados e três civis, além da existência de 12 feridos.

Pouco depois, umha patrulha dos EUA que se dirigia a um dos locais foi alvejada por armas leves, o que deixou dous soldados feridos, segundo o comando ocupante.

Até agora, o dia mais sangrento para as tropas dos EUA fora o 23 de Março de 2003, o terceiro dia da guerra, quando 28 soldados morreram, a maioria em combates no Sul do Iraque.

Em Baquba, cidade onde há populaçom xiita e sunita, a 65 quilómetros a Norte de Bagdad, um polícia foi morto e oito pessoas ficárom feridas por disparos contra comités de três partidos que disputam a eleiçom.

Impossível acompanhar a actividade armada, diária e constante, da resistência patriótica em território iraquiano. O comando imperialista admitiu já que após as eleiçons nom se reduzirá a violência, e já ninguém oculta a semelhança entre esta derrota ianque e a que lhe impingiu o heróico povo vietnamita há umhas décadas atrás. Desta vez, a corajosa luita popular iraquiana está a servir de vanguarda internacional na luita contra a hegemonia imperialista norte-americana no mundo, o que dá grande transcendência a esta nova derrota do neofascismo ianque que está a ser tecida no Iraque.

 

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