Precariedade laboral: só 8% dos contratos assinados na Galiza em 2004 fôrom indefinidos

15 de Janeiro de 2005

Os dados fornecidos polo espanhol Instituto Nacional de Emprego som eloqüentes: dos 766.233 contratos assinados em 2004, unicamente 64.245 fôrom indefinidos. 8,3%, o que supom praticamente um estagnamento a respeito do ano anterior, em que a percentagem fora de 8,1% (60.239 sobre 743.672).

A eventualidade dita "por necessidades de produçom" e "de obra ou serviço" é a mais habitual, com 22.880 e 6.553 respectivamente, representando o alargamento desses contratos em princípio temporários e posteriormente prorrogados para indefinidos até 52% do total de indefinidos durante 2004. D@s obreir@s que acedêrom a um emprego em práticas, 1.908 conseguírom finalmente um contrato indefinido, número reduzido a 835 se atendermos a aqueles que acedêrom em "período de formaçom".

Os restantes contratos temporários transformados em indefinidos fôrom tam poucos que podem ser facilmente contabilizados: 649 interinos, 11 temporários de inserçom laboral, 87 temporários de pessoas com diverso grau de minusvalia, 9 de substituiçom doutros trabalhadores/as, 162 por relevo de reformad@s antecipadamente e 19 doutras categorias. Foi no sector serviços que houvo maior número de contratos temporários prorrogados, dentro dos reduzidos números que manejamos, com 1.314 ao longo de 2004.

Se lembrarmos o suposto objectivo de melhoramento das condiçons de trabalho avançadas polos diversos governos durante os últimos anos e conferirmos com dados como estes, os da precariedade juvenil, a discriminaçom da mulher trabalhadora ou os acidentes laborais, depararemos com a monumental fraude da "liberdade", "prosperidade", "igualdade" e "qualidade de vida" que nos vende o capitalismo.

 

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