Líder da direita portuguesa adere em Compostela ao chauvinismo espanhol em defesa do Tratado constitucional

13 de Fevereiro de 2005

O ex-primeiro ministro português, ex-militante do maoísta PCTP-MRPP, e actual presidente da Comissom Europeia, José Manuel Durão Barroso, aterrou ontem na capital da Galiza junto a vários dirigentes espanhóis do Partido Popular, para fazer campanha polo sim à Constituiçom Europeia.

Caracterizado durante o tempo que dirigiu o Governo português pola sua submissom à linha marcada polo PP espanhol, Durão voltou a dar umha lamentável imagem de auxiliar da estratégia chauvinista espanhola, a começar polo uso do espanhol em território galego. Acompanhados por dirigentes da Igreja católica, os dous líderes da direita europeia passeárom pola praça do Obradoiro sob apertada custódia policial, manifestando assim a sua adesom simbólica às posiçons de confronto que a Conferência Episcopal espanhola mantém ante a relativa perda de controlo sobre a política governamental do PSOE.

Já no comício conjunto, Durão Barroso exerceu de assitente de Rajoi, afirmando a compatibilidade entre ser "bom patriota" [espanhol] e "ao mesmo tempo ser leal e solidário com a Europa".

Definindo-se como "amigo português de Espanha", reconheceu a importáncia da vitória do sim no Estado espanhol, o que em opiniom dele "manteria Espanha no centro da Europa", mais umha prova da desorientaçom geográfica do dirigente do PSD português, juntamente com a de provavelmente julgar que também ele estava nesse momento a falar "no centro de Espanha", quando o comício decorria na nossa histórica capital.

Nom mais preciso foi na definiçom dos objectivos estratégicos da UE, ao enumerar como tais "a prosperidade, a solidariedade e a segurança, sem esquecer a projecçom exterior", a nom ser que se referisse à prosperidade das burguesias estatais, a solidariedade entre capitalistas e a segurança deles frente à possibilidade de que os povos e a classe trabalhadora podam deitar abaixo a Europa dos mercadores e construir umha autêntica unidade europeia baseada nuns valores totalmente alheios à rapina e o imperialismo que a definem na actualidade.

Mayor Oreja, dirigente basco-espanhol do PP significado polas suas beligerantes posiçons espanholistas, nom faltou à cita na Galiza. Como do costume, baseou a sua defesa do sim no "medo" que lhe causam os planos "rupturistas" dos nacionalismos periféricos. Tal como já tenhem repetidamente feito Zapatero, Rajoi, Fraga e outros dirigentes dos grandes partidos espanhóis, também Oreja apostou polo "constitucionalismo" (europeu e espanhol) para garantir a continuidade do projecto nacional espanhol.

Finalmente, Rajoi insistiu ainda na defesa de Espanha ao reivindicar a vigência dos "estados-naçom" no contexto da UE definida na Constituiçom que irá ser votada consultivamente no próximo dia 20.

 

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