Novo papa: impujo-se o fundamentalismo mais extremista

20 de Abril de 2005

Tal e como já tínhamos comentado em anteriores notícias sobre o tema, Karol Woitila deixou perfeitamente amarrado o leme da hierarquia católica com rumo ao fundamentalismo mais reaccionário. Aqueles sectores "progressistas" que durante a farsa mediática que envolveu a morte de Joám Paulo II aderírom ao coro de gabanças acríticas, tenhem agora pouca legitimidade para criticarem a eleiçom de Joseph Ratzinger, representante do sector mais extremista do Vaticano e estreito colaborador do papa anterior.

Originário da Baviera (Alemanha), filho de polícia, ex-integrante do exército nazi durante a última etapa da II Guerra Mundial, membro das Juventudes Hitlerianas, preso num campo de prisioneiros de guerra aliado por três meses, di-se que foi da sua etapa filo-nazi que tirou a visom dogmática, fundamentalista, e autoritária que arrastou até os seus actuais 78 anos da vida.

Considerado o número dous durante o papado de Woitila, colaborou na perseguiçom da Teologia da Libertaçom e na promoçom de organizaçons sectárias e extremistas como a Opus Dei, impondo a máxima rigidez doutrinária no seio da Igreja e sendo o responsável polo especialmente conservador "Novo Catecismo" apresentado durante a última etapa do papado de Joám Paulo II.

Tendo exprimido a sua vontade de centrar o seu trabalho no reforçamento do poder da Igreja na Europa, é mais do que previsível umha ofensiva ultrarreaccionária promovida polo novo papa, que exercerá sob o nome de Bento XVI.

Curiosamente, muitos meios de comunicaçom, comentadores e polític@s que louvárom em dias passados a figura do anterior papa, criticam agora que nom se verificasse um pacto entre os sectores mais ultras e os mais "abertos" da hierarquia para elegerem um cardeal "de consenso". Na verdade, a eleiçom de Ratzinger é a conseqüência do caminho marcado polo papa polaco, sendo provavelmente o mais fiel seguidor dos postulados reaccionários de Woitila dentre os candidatos possíveis, segundo já pudemos comprovar no seu discurso imediatamente anterior à nomeaçom oficial, em que entre outras cousas atacou o "relativismo, o marxismo, o ateísmo e o agnosticismo".

Personagens como George W. Bush e instituiçons como a Opus Dei já mostrárom a sua satisfaçom pola eleiçom do conclave vaticano. Também na Galiza houvo reacçons favoráveis de elementos como Gea Escolano, que directamente definiu como "estupenda" a escolha, e Manuel Fraga, que sublinhou a sintonia entre o pensamento de Ratzinger e Woitila.

Porém, um conhecido director de programas "informativos" da emissora radiofónica católica espanhola COPE foi quem melhor definiu o novo papa, ao louvar num artigo de imprensa o acerto de que o eleito tenha sido o "Ministro do Interior" de Joám Paulo II.

 

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