Primeira iniciativa contra o desfile das Forças Armadas espanholas na Corunha é reprimida policialmente

10 de Abril de 2005
A primeira das iniciativas promovida na cidade da Corunha mês e meio antes do desfile das Forças Armadas espanholas previsto para 28 de Maio foi rebentada violentamente ontem por violentos uniformados da Polícia espanhola.
A manifestaçom, convocada pola Assembleia local criada para contestar a marcha militar, partiu da praça de Ponte Vedra passadas as 18,30 horas do sábado. A faixa de cabeça levava escrita a legenda "Contra o exército, desobediência", e atrás marchárom os diversos sectores integrantes da Assembleia Aberta corunhesa. Antes de serem atacad@s por membros das unidades policiais de intervençom, @s participantes fôrom provocad@s de diversas maneiras, exigindo identificaçons e coarctando o direito de manifestaçom, tratando de impedir que a centena de participantes ocupasse a calçada.
Finalmente, já na praça de Maria Pita, a Polícia rebentou violentamente a concentraçom, quando se tentava despregar umha faixa num dos prédios que rodeiam a praça. Numerosas pessoas fôrom espancadas e umha delas detida, acusada de "resistência à autoridade", como conseqüência da surpresa dos polícias ante a permanência das pessoas concentradas, que nom fugírom do espaço público apesar das porradas indiscriminadas dos violentos uniformados.
O manifestante detido foi algemado e fechado no interior de umha carrinha policial, até ser finalmente deixado livre após mais de umha hora de pressom por parte das dúzias de pessoas concentradas. Numerosos polícias à paisana acompanhárom o desenvolvimento dos factos, sendo detectados e increpados pol@s manifestantes.
Fica clara portanto
a atitude que irá manter o Estado espanhol ante as campanhas em andamento,
que visam mostrar o rejeitamento de importantes sectores do nosso povo à
presença militar espanhola nas ruas galegas no chamado "Dia das
Forças Armadas" que neste ano o Governo espanhol pretende trazer
à Corunha. É importante que frente à violência
institucional o movimento popular consiga manter a iniciativa, sem admitir
coacçons por parte da polícia espanhola, meios de comunicaçom
e outros instrumentos que sem dúvida tentarám gorar qualquer
resposta ao passeio triunfal do militarismo espanhol na Corunha.