Iraque: eleiçons fortemente contestadas enquanto ianques continuam a massacrar civis

10 de Janeiro de 2005

Nos últimos dias, o exército de ocupaçom norte-americano está a protagonizar verdadeiras carnificinas contra populaçom civil iraquiana. Sábado, 14 pessoas morrêrom ao ser bombardeado em Aitha, ao Norte do país, um prédio de habitaçom. O comando ianque admitiu tratar-se de um alvo civil sem relaçom com a actividade guerrilheira da resistência patriótica.

Mais três civis morrêrom, novamente "por engano", ontem mesmo na capital iraquiana, juntamente com dous polícias governamentais, atacados por militares estado-unidenses.

Deste jeito, a trajectória de massacres provocados polas forças imperialistas continua, dando mostras de desespero ante a crescente actividade resistente do povo iraquiano nas vésperas das eleiçons impostas pola ditadura militar ao serviço dos EUA.

O último golpe da guerrilha foi a morte do chefe da polícia de Samarra, Ali Mohammed Al Badiri, bem como de novos soldados norte-americanos em ataques com bomba à passagem de veículos militares.

O Pentágono reconheceu que poderia mandar em breve novos comandos especiais ao Iraque, que se dedicariam a promover seqüestros e assassinatos de pessoas relacionadas com a resistência à ocupaçom. Também teria em agenda a formaçom de grupos paramilitares iraquianos que ataquem a retaguarda insurgente, seqüestrem e torturem apoiantes da guerrilha na Síria e no próprio Iraque.

A ideia baseia-se na similar estratégia lançada sem segredo polo governo de Ronald Reagam nos anos 80 contra a guerrilha salvadorenha, capturando e assassinando líderes políticos e simpatizantes de guerrilha. Daí que a nova operaçom no Iraque vaia levar por nome "Opçom Salvador".

 

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