José Saramago continua a prestar serviços ao imperialismo

2 de Dezembro de 2004

A última colaboraçom de Saramago, como "inconformista" a soldo do sistema, é a acusaçom publicada na capital da Colômbia, num jornal da oligarquia, contra a insurreiçom revolucionária das FARC, acusando-as de serem "um bando armado" e alegrando assim o ouvido da extrema direita governante e do amo ianque.

Na Galiza, o prémio novel português José Saramago é já conhecido desde há bem tempo atrás, antes de atingir reconhecimento universal com a concessom do Novel de Literatura. Em concreto, desde que participava em eventos organizados por entidades reintegracionistas, afirmando aderir à causa da nossa unidade lingüística.

Porém, o "comunista" oficial português nom demorou a mostrar a sua verdadeira face logo a seguir da recepçom do prémio na Suécia. Desmarcou-se em repetidas ocasions de qualquer apoio ao reintegracionismo galego, ao tempo que se confundia no meio do bando de escritores espanhóis que escrevem, publicam e cobram às ordens do império mediático Prisa. Com residência nas Ilhas Canárias, Saramago colabora habitualmente com iniciativas espanholistas diversas no combate aos movimentos de libertaçom nacional galego, basco e catalám. Costuma fazer parte de listas eleitorais da esquerda domesticada e chauvinista espanhola, assiste a manifestaçons do espanholismo anti-abertzale no País Basco e apoia as medidas neofascistas do Estado espanhol contra o que também ele chama de "terrorismo", em referência à luita dos povos submetidos polo imperialismo espanhol.

Além disso, o ainda aderente do Partido Comunista Português nom perdeu ocasiom para atacar frontalmente a política do Governo cubano aquando das drásticas medidas de autodefesa a que o imperialismo obriga a um povo permanentemente ameaçado de invasom. A execuçom de mercenários da extrema direita mandada de Miami para atentar contra a Revoluçom cubana foi contestada polo "comunista" oficial Saramago desmarcando-se publicamente da causa anti-imperialista cubana. Todo isso, lembremos, no contexto de umha ofensiva militar ianque contra o Iraque e de ameaças directas contra a própria Cuba por parte do conhecido genocida George W. Bush.

Apesar das evidências quanto ao colaboracionismo de Saramago com o imperialismo e o neoliberalismo capitalista que critica e, em simultáneo, defende, certas esquerdas mantenhem um injustificável culto à figura do Novel português.

Agora, segundo informa o web resistir.info, em entrevista a Yamid Amat, publicada no dia 28 de Novembro polo diário El Tiempo de Bogotá (influente jornal da oligarquia colombiana com tiragem de 400 mil exemplares), emitiu opinions sobre as organizaçons guerrilheiras daquele país que o equiparam a qualquer porta-voz da intelectualidade a soldo do sistema.

Segundo Saramago, na Colômbia "nom há guerrilha, mas sim bandos armados". Tendo o entrevistador observado que ele "é comunista e a guerrilha se identificou com o comunismo", respondeu: "Nom podo imaginar um país com um governo comunista que se dedicasse ao seqüestro, ao assassínio e à violaçom de direitos humanos. Eles nom som comunistas. Talvez no início tenham sido, agora nom".

Todo indica que José Saramago está a confundir a digna e corajosa trajectória da guerrilha marxista colombiana com o seu próprio percurso vital. Com efeito, é Saramago quem "talvez no início tenha sido, agora nom".

Tal como anteriormente tem feito ao atacar outros movimentos revolucionários e de libertaçom, desta vez Saramago ataca as FARC-EP colombianas, que levam 40 anos de luita contra a oligarquia desse país, com um exército popular de 18.000 homens e mulheres que se bate em 60 frentes contra o considerado mais poderoso exército regular da América Latina, o colombiano.

Contra as palavras do escritor português, o próprio governo anterior colombiano reconheceu às FARC o carácter de força beligerante, negociando umha saída à guerra que na Colômbia enfrenta as massas empobrecidas contra a oligarquia pró-imperialista governante. As negociaçons fôrom finalmente rotas polo Governo, e hoje é a extrema direita que mantém o controlo directo do Estado colombiano e da luita contra-insurgente. Naturalmente, Saramago nom incluiu nengumha crítica ao neofascista presidente Álvaro Uribe, na extensa entrevista em que ataca as resistentes Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Nengumha referência tampouco ao terrorismo de Estado que o Governo de Uribe pratica.

 

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