Sinistralidade laboral aumentou na Galiza em 2004

25 de Março de 2005

A Comunidade Autónoma da Galiza registou em 2004 um importante aumento do número de acidentes de trabalho com baixa laboral, tendo-se produzido 47.369, o que significa um aumento de 2,6% a respeito do ano anterior. Rompe assim a CAG a tendência à baixa do conjunto do Estado espanhol, sem que no entanto tenhamos dados globais da nossa naçom completa, umha vez que as comarcas excluídas da Comunidade Autonóma da Galiza nom contabilizam oficialmente nos registos galegos.

O índice de sinistralidade na CAG ficou assim em 11% na média dos doze meses de 2004, enquanto a média estatal foi de 6,72%, umha importante distáncia que confirma a gravidade das condiçons laborais padecidas pola nossa classe trabalhadora, tal e como denunciou recentemente a CIG no relatório de que hoje mesmo informamos no nosso web.

Segundo dados do próprio Ministério espanhol do Trabalho e Assuntos Sociais, na CAG registárom-se 87 acidentes mortais, 1.083 graves e 46.199 ligeiros, completando assim a cifra total de 47.369, que situa a Comunidade Autónoma da Galiza só por trás de Cantábria, a falta de conhecermos os dados correspondentes à nossa faixa leste.

Serviços (33,9%), indústria (32,8%) e construçom (25,7%) som, por essa ordem, os sectores em que se verificárom um maior número de acidentes, seguidos de longe polo mar e a agricultura.

A esquerda independentista tem denunciado sistematicamente a falta de controlo sobre as empresas responsáveis polos sinistros laborais, que ano após ano continuam a constituir umha verdadeira lacra imposta à classe trabalhadora sem que a Administraçom pública tome nengumha medida efectiva para reduzir a incidência. Também a CIG denuncia nestes dias a falta de compromisso da Junta para obrigar o Patronato a responder à grave responsabilidade que lhe corresponde na persistência dos acidentes.

De qualquer maneira, a soluçom do problema nom será possível mantendo a concepçom económica neoliberal e capitalista actual, que sacrifica as despesas em segurança em favor máximo lucro possível por parte d@s empresári@s.

 

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