Estado espanhol deixa Galiza atrás em matéria de novas tecnologias

23 de Fevereiro de 2005

Temos já noutras ocasions referido a falta de convergência entre a Galiza e as médias europeias quanto a serviços sociais e condiçons económicas para a maioria. A situaçom em matéira de novas tecnologias nom é diferente, e os mass media publicam nestes dias um estudo sobre equipamento e uso de tecnologias de informaçom e comunicaçom nos lares galegos que confirmam a crescente distáncia.

No ano 2004, segundo os dados do inquérito do Instituto Nacional [espanhol] de Estatística, só 38% das vivendas galegas possuíam algum computador, face a 48% de média espanhola, que no País Basco atingiu 52% e na Catalunha 54,7%. A respeito do ano anterior, o aumento no Estado foi de 4,8 pontos, enquanto na Galiza foi de apenas 1,6%, o que dá ideia do atraso que arrasta a nossa naçom nesta matéria.

No que di respeito ao acesso à Internet, a Galiza ocupa o último lugar, com 19,1% de vivendas face a 30,9% de média estatal. Novamente, a Catalunha (40,4%), Madrid e o País Basco (39,4% ambas) estám à frente. Por sua vez, a Estremadura, que ocupava a última posiçom em 2003, já ultrapassou o nosso país, ficando a Galiza em última nom só no número de vivendas com acesso, mas também no uso deste meio (Internet), com só 29,4% de galegos e galegas a aceder nos três meses prévios ao inquérito que comentamos, face a 37,5% no Estado espanhol. O crescimento a respeito do ano anterior foi de 1,6 na Galiza e de 3,3 na média estatal.

O mesmo acontece com o acesso através de banda larga, com um terço da CAG sem possibilidade de ligar à Internet de alta velocidade. Mas mesmo na linha lenta, 90.000 vivendas em mais de 3.200 núcleos rurais galegos nom podem aceder à rede de nengum jeito.

Ao já dito poderia acrescentar-se as altas tarifas que vigoram no conjunto do Estado espanhol, dificultando o livre acesso à Internet da populaçom com menos recursos.

Os dados anteriores revelam o nível de abandono em que a maioria dos galegos e as galegas se encontra quanto a introduçom e promoçom de novas tecnologias, por parte das instituiçons autonómicas e estatais responsabilizadas por essa matéria.

 

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