Uránio empobrecido: o ataque massivo dos EUA contra a humanidade

2 de Março de 2005
Nestes dias fijo-se pública nos EUA a cifra de soldados ianques mortos após a sua participaçom na chamada I Guerra do Golfo, por causa da sua exposiçom continuada aos efeitos do uránio empobrecido que contém o armamento estado-unidense.
Dos 580.400
soldados norte-americanos que participárom na I Guerra do Golfo, 11.000
estám hoje mortos devido ao envenenamento por uránio empobrecido.
Destes, o número de soldados com incapacidade médica permanente
era de 325 mil no ano 2000, ou seja, 56%. Esta taxa era de 5% na II Guerra
Mundial e de 10% na guerra do Vietnám.
Para o reconhecido
cientista norte-americano Leuren Moret, já nom há quaisquer
dúvidas: o uránio empobrecido é a causa definitiva da
"Síndrome da Guerra do Golfo". A criminosa utilizaçom
destas muniçons polas forças armadas dos EUA provoca efeitos
irreversíveis sobre o ambiente, tanto ao nível químico,
como radiológico e mutagénico.
Durante os últimos quinze anos, as forças imperialistas ianques despejárom toneladas de uránio empobrecido no Iraque durante a I Guerra do Golfo, na ex-Jugoslávia, no Afeganistám e novamente no Iraque durante a invasom de 2004. As quantidades equivalem a várias guerras nucleares, o que dá ideia da gravidade dos crimes contra a humanidade de que som responsáveis os sucessivos governos estado-unidenses só nestes anos. Lembremos que os efeitos do uránio empobrecido se projectam sobre milhares de geraçons futuras, o que confirma a ameaça ianque de extermínio da humanidade.
O uránio empobrecido é empregue para tornar mais efectivo o efeito dos mísseis na blindagem inimiga, e o pó que essa substáncia larga para o ambiente é rapidamente absorvido polo corpo humano, provocando graves problemas de saúde que na sociedade iraquiana se tenhem verificado durante a última década na geraçom dos filhos e filhas do povo atacado em 1991 polo imperialismo ianque.
A percentagem de crianças iraquianas que nascem com encurtamento de extremidades, defeitos visuais e outras malformaçons tem-se multiplicado por sete desde 1991. O mesmo acontece com os casos de leucemia, doença muito rara antes da primeira agressom ianque ao país.
Além dos efeitos directos na populaçom atingida dos países atacados, o pó radioactivo do uránio empobrecido é transportado polo mundo e depositado nos nossos ambientes. De facto, a poluiçom em forma de "smog" da Guerra do Golfo de 1991 foi encontrada em depósitos na América do Sul, nos Himalaias e no Hawai.
Já em Junho de 2003 a Organizaçom Mundial de Saúde (OMS) anunciou num comunicado de imprensa que as taxas globais de cancro aumentarám 50 por cento em 2020, graças entre outras causas ao letal efeito do uso indiscriminado de uránio empobrecido polos EUA e outras potências imperialistas. Umha ameaça silenciosa que representa umha sentença de morte em forma de cancro, malformaçons e outras doenças que, no entanto, nom provocou até agora nengum processo internacional contra os responsáveis por semelhante crime contra a humanidade.