Quadro de pessoal de Valeo enfrenta ameaça de fecho

11 de Novembro de 2004

A situaçom dos 258 trabalhadores e trabalhadoras da factoria de cablagem e componentes de veículos que Valeo tem em Ourense (eram 750 a finais do 2001) nom deixa de piorar. Após umha reuniom do Comité de empresa com a direcçom da companhia, a multinacional francesa mantém a intençom de efectivar o que eufemisticamente chama "deslocalizaçom da produçom a países com custos salariais mais baixos"; quer dizer, transferência para países em que exista umha maior desprotecçom obreira frente aos abusos patronais, que permita aumentar os benefícios.

Nem a Deputaçom de Ourense nem a Junta da Galiza respondêrom com iniciativas concretas ao pedido de que se procurasse umha saída às centenas de operári@s atingidos pola decisom unilateral da multinacional, que poderia levar a factoria para algum país magrebino.

Representantes d@s empregad@s advertírom que se nom se arranjar umha saída digna haverá umha radicalizaçom da luita em defesa dos postos de trabalho. Por sua vez, o director da factoria, Didier Junca, e o assessor externo, José María Murgui, transmitírom aos trabalhadores e trabalhadoras que a empresa abandonará Ourense à procura de "centros que estratégica e economicamente apresentem maiores possibilidades de futuro" (sic).

Frente ao relatório patronal, @s trabalhadores afirmam que se trata de umha falsificaçom da realidade, e as perdas da fábrica som devidas ao desvio constante de produçom para outros centros. Ante a inflexibilidade dos patrons, anunciárom um calendário de mobilizaçons em que se endurecerám as respostas, quer na empresa, quer fora dela, sem descartar umha convocatória de greve.

Estima-se que com o fecho da unidade ourensana desapareceriam também cerca de 300 postos de trabalho indirectos.

 

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