Fala Ceive exige respeito à língua e cultura galegas no Berzo e Seabra

22 de Fevereiro de 2005
A Associaçom
Cultural da comarca do Berzo Fala
Ceive dirigiu-se por escrito à Fundaçom Vilhalar, entidade
auspiciada pola Junta de Castela e Leom, para lembrar-lhe que deve ter em
conta "a existência secular da cultura galego-berziana". A
Fundaçom Vilhalar foi criada pola Junta de Castela e Leom para tentar
potencializr a fictícia identidade castelo-leonesa entre a populaçom
daquela comunidade autónoma, ante a evidente falta de identificaçom
da mesma com um ente artificial como o criado por decisom política
para quadrar o mapa autonómico do Estado espanhol na época do
café para todos.
Fala Ceive destaca
no seu escrito que cumpre que as autoridades autonómicas lembrem que
há outras identidades culturais e lingüísticas para além
da castelhana dentro do actual território de Castela e Leom, como é
a leonesa, a euskaldum em Trebinho (território basco sob administraçom
da Junta, na província de Burgos) ou a galega na Seabra e o Berzo (territórios
galegos oficialmente enquadrados nas províncias espanholas de Samora
e Leom), "que devem ser respeitadas e nom infravalorizadas por esta nova
formulaçom identificativa de carácter uniformizador que se pretende".
Fala Ceive manifesta o seu temor a que "nom se defenda a actual pluralidade
cultural desta Comunidade Autónoma e se fomente ainda mais o uniformismo
castelhano", lembrando que isso já sucedeu e sucede com a criaçom
e funcionamento do chamado "Instituto Castellano y Leonés de la
Lengua", com sede em Burgos, que ignora por completo nos seus estatutos
e actividade diária a realidade plurilíngüe e pluricultural
da Comunidade Autónoma, e dedica todos os seus recursos materiais,
humanos e económicos unicamente à promoçom e defesa do
idioma espanhol, numha evidente atitude de dicriminaçom das outras
línguas também existentes na comunidade autónoma.
Agora, Fala Ceive
alerta para o facto de as diversas activades programadas pola Fundaçom
Vilhalar (bolsas de investigaçom, ediçom de livros, exposiçons,
etc.), prentenderem ignorar novamente a realidade, promocionando exclusivamente
a identidade castelhano-leonesa, numha intervençom lingüístico-cultural
com evidentes decisons e intençons políticas, continuaçom
de estrategias políticas uniformizadoras que tencionam a desapariçom
definitiva das línguas e culturas minorizadas.
Finaliza Fala Ceive o seu escrito lembrando que as administraçons públicas (Junta, Deputaçons Provinciais, concelhos) e outras entidades que participam da Fundaçom Vilhalar (Universidades, caixas de aforro, etc.), tenhem a obrigaçom legal de fomentar, respeitar e defender a cultura galega, tal e como se determina no próprio Estatuto de Autonomia de Castela e Leom, no seu artigo 4.2., ao recolher que gozarám de "respeito e protecçom a língua galega e as modalidades lingüísticas nos lugares que habitualmente se utilizam", chamando a atençom sobre o possível delito em que podem incorrer no caso de nom atenderem essa norma.