NÓS-Unidade Popular julga "continuísta e cobarde" actuaçom do Governo bipartito após primeiros 100 dias

17 de Novembro de 2005

NÓS-Unidade Popular publicou no seu web nacional um extenso comunicado em que avalia em quatro capítulos a acçom de governo do PSOE e o BNG à frente da Junta da Galiza. Dentro da tradicional avaliaçom após os primeiros 100 dias de legislatura, a organizaçom independentista começa por frisar o facto de nom ter sido adoptada "nengumha medida de choque, ou seja, com carácter excepcional e de urgência, para corrigir o rumo das políticas neoliberais e espanholistas dos 16 anos de fraguismo".

A seguir, e dentro do capítulo da política socioeconómica, NÓS-UP cita a falta de medidas em matéria de luita contra a sinistralidade laboral, o apoio a projectos predadores como a planta de gás na Ria de Ferrol, os portos exteriores da Corunha e Ferrol e "a manutençom das ajudas e subídios ao patronato", juntamente com as "facilidades à exploraçom por parte de grandes empresas como Zara-Inditex".

Também a falta de medidas que invertam as tendências privatizadoras e em geral a imposiçom do neoliberalismo como doutrina económica da instituiçom autonómica, incluindo a insustentabilidade ambiental das mesmas. A aposta polo pacto social e as boas relaçons com magnates empresariais como Raul López (sector do transporte), contrastou com o abandono do quadro de pessoal da multinacional do transporte ARRIVA, durante a greve que protagonizou nos últimos meses.

Já em matéria de direitos democráticos e liberdades, NÓS-UP assinala a falsidade da promessa de "falar com todos, escuitar a todos e respeitar a todos", feita por Tourinho na toma de posse. As reunions e afagos ao grande capital contrastou com o apoio às operaçons repressivas contra movimentos como o independentista, que demonstrárom ser montagens criminalizadoras.

A política informativa, a falta de investigaçom das contas da Junta anterior, a manutençom de um "mastodôntico aparelho institucional autonómico", som outras áreas em que o novo Governo mantém os parámetros impostos anteriormente polo Partido Popular.

NÓS-Unidade Popular nom encontra tampouco motivos para o optimismo numha matéria tam estratégica como a que denomina de "autogoverno". Assim, o comunicado denuncia a falta de vontade política para que "seja o povo galego que decida mediante um processo de participaçom popular que grau de soberania nacional deseja".

Quanto à política lingüística, a organizaçom política da esquerda independentista sublinha o "continuísmo" a respeito da etapa de presidência de Manuel Fraga, citando como exemplos a manutençom das ilegalidades no ensino, a espanholizaçom dos meios de comunicaçom de titularidade autonómica e o desprezo polas recomendaçons feitas polo Conselho da Europa, tais como a aplicaçom de programas de imersom lingüística no ensino ou a recepçom das televisons e rádios portuguesas.

NÓS-UP acaba o seu comunicado lembrando que até agora tem sido a "única expressom sociopolítica galega que véu mantendo umha permanente posiçom crítica sobre o agir do novo governo, denunciando o incumprimento de acordos ou apoiando as tímidas medidas positivas adoptadas, como a supressom provisória das obras da Cidade da Cultura, ou a anulaçom dos planos para construir 24 novas minicentrais". Também reafirma a sua intençom de continuar a trabalhar na socializaçom e reivindicaçom das 444 medidas concretas para umha nova política nacional e de esquerdas que a organizaçom independentista fijo públicas no passado mês de Outubro.

Podes ler o comunicado na íntegra no web de NÓS-Unidade Popular.

 

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