Movimento feminista galego saiu às ruas de Compostela reivindicando o seu papel como "imprescindível"

12 de Março de 2006

A campanha de actos de todo o tipo organizados durante as últimas semanas com motivo do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, culminou ontem na capital da Galiza com umha manifestaçom nacional convocada pola Marcha Mundial das Mulheres, organismo plural formado por numerosas entidades feministas galegas em que também se integra a nossa esquerda independentista através da Comissom Nacional da Mulher de NÓS-Unidade Popular.

Depois das concentraçons comarcais do passado dia 8, “Feminismo sempre imprescindível” foi a legenda da convocatória unitária e nacional deste ano, que reuniu várias centenas de mulheres num percurso reivindicativo polas principais ruas do centro de Compostela. Referências à brutal violência padecida polas mulheres, às discriminaçons de tipo laboral e à negaçom de direitos fundamentais como o aborto ou a vivência livre da própria sexualidade; ao vexame da publicidade sexista e ao auge dos integrismos religiosos, fôrom algumhas das que dérom conteúdo à jornada de luita feminista.

Na mobilizaçom de ontem estivérom presentes as mulheres independentistas e socialistas com faixas próprias. Em concreto, a entidade juvenil BRIGA e a política NÓS-Unidade Popular participárom activamente, reivindicando "um feminismo nacional e de esquerda". Mulheres Nacionalistas Galegas e outras organizaçons feministas e comissons da Mulher de organizaçons mistas diversas integrárom também umha reivindicativa marcha neste 8 de Março galego.

Além dos actos unitários convocados pola Marcha, outras entidades feministas promovêrom nestes dias concentraçons, conferências e outras actividades de conscientizaçom e reivindicaçom feminista. Foi o caso da Assembleia de Mulheres do Condado (AMC), que convocou a concentraçom do 8 de Março em Ponte Areas e desenvolveu umhas jornadas feministas na mesma vila do Condado, ou das Mulheres Nacionalistas Galegas (MNG), que realizou umha acçom simbólica em Ferrol, cobrindo com panos lilás umha estátua na tarde do mesmo dia 8.

Por seu turno, a Secretaria da Mulher da central sindical galega maioritária, a CIG, editou um interessante documento intitulado Recomendacións para unha linguaxe non discriminatoria, que pode ser consultado no seu web nacional.

NÓS-Unidade Popular pendurou hoje mesmo no seu web nacional umha reportagem gráfica das actividades feministas dos últimos dias, com destaque para a participaçom das mulheres independentistas. Podes vê-la aqui.

 

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Faixa de cabeça da manifestaçom nacional convocada pola Marcha Mundial das Mulheres
Mulheres de NÓS-UP seguravam umha faixa com a legenda "adiante com o feminismo nacional e de esquerda"
As jovens independentistas também participárom na manifestaçom feminista
Mais umha instantánea da mobilizaçom convocada pola Marcha Mundial das Mulheres