Terrorismo machista. Até quando?
23 de Novembro de 2005
Reproduzimos a seguir o comunicado publicado pola Assembleia de Mulheres do Condado com motivo do Dia contra a Violência Machista, no próximo dia 25 de Novembro.
TERRORISMO MACHISTA. ATÉ QUANDO?
Mais um ano, as feministas do Condado organizadas na AMC voltamos sair à rua para denunciar, neste 25 de Novembro, todas as agressons machistas que padecemos, em todas as suas variantes, de insultos, violaçons, tratos vexatórios e discriminaçons no trabalho, até malheiras e assassinatos.
Nos oito primeiros
meses de 2005, segundo os dados oficiais, na Comunidade Autónoma Galega
registárom-se 43.120 denúncias por maos tratos.
Porém, a imensa maioria dos maltratadores safam-se da cadeia, pois
os juízes aplicam suaves condenas e, na maioria das ocasions, escandalosos
atenuantes que provocam que muitas vezes, após rídiculas sentenças
condenatórias inferiores a dous anos, estes agressores voltem a atacar
as suas vítimas.
A faixa de idade
mais vulnerável para este tipo de agressons está entre os 21
e os 40 anos. A imensa maioria dos concelhos, instituiçons autonómicas,
e sobretodo o Estado espanhol, carece das partidas orçamentais necessárias
para combater a violência machista, porém anualmente contribui
com milionárias quantidades para financiar a Igreja católica
e ano após ano incrementa os gastos militares.
Os líderes políticos, tam "precupados pola violência"
nunca aparecem nos enterros das vítimas de maus tratos. O terrorismo
machista para eles carecem de importáncia, tam só se emprega
na sua lógica eleitoral.
A implantaçom do programa de tele-assistência móvel para
proteger do maltrato (gerido por Cruz Vermelha e a empresa Eulem) que tem
acolhidas a 23 mulheres galegas é um número irrisório
em relaçom com as denúncias oficiais.
Este ano, na Galiza houvo duas vítimas do terrorismo machista, a primeira,
Natália, com tam só 2 anos de idade foi violada e assassinada
em Junho polo seu padrastro em Ferrol, e a segunda, aqui, em Ponte Areas,
há umha semana, Júlia Souto Groba, de 77 anos, incapacitada
após umha embolia, morreu polas cutiladas que lhe deu o seu marido
Faustino Vidal Garrido.
Da AMC, fazemos um apelo a todas as mulheres que sofrem algum tipo de agressom machista a nom se resignarem, a nom levarem em silêncio a agressom, a nom ficarem caladas, a que denunciem o agressor com nomes e apelidos, para evitar estas práticas características o terrorismo machista. A AMC, como já tem feito noutros casos, compromete-se a a dar cobertura jurídica e apoio social.
Luitar contra a sua violência é o primeiro passo para a nossa independência.
NENGUMHA AGRESSOM
SEM RESPOSTA!
NENGUM AGRESSOR SEM CASTIGO!
Condado, 25 de
Novembro de 2005