NÓS-Unidade Popular adere à jornada contra a violência machista sob a legenda "por umha Galiza livre de machismo"

19 de Novembro de 2005

A poucos dias da jornada reivindicativa feminista do 25 de Novembro, NÓS-Unidade Popular fijo público um texto em que reafirma a sua adesom à luita contra o machismo. As mulheres independentistas lembram "a necessidade de fazer-nos ouvir para denunciarmos todas as agressons que sofremos por mor das conseqüências de um sistema capitalista e patriarcal que nos oprime, discrimina e maltrata diariamente".

NÓS-UP sublinha a "mobilizaçom e pressom organizada das mulheres" como motor das mudanças cedidas polos governos espanhol e autonómico, a nível legislativo. Mudanças que avalia como "absolutamente insuficientes para atingir a igualdade real". Daí que a própria NÓS-UP confirme a sua presença nas ruas no próximo dia 25 nas mobilizaçons convocadas polas organizaçons feministas galegas.

Ligando a vigência do patriarcado com o sistema capitalista, o documento independentista cita o terrorismo patriarcal, o assédio laboral, os baixos salários, e as rígidas pautas "estéticas" como alguns dos signos da subsistência de um modelo socioeconómico contrário à igualdade real entre mulheres e homens. Quanto à violência machista, "dados oficiais situam em 170.000 o número de galegas que padecem algum tipo de violência, 9.4%, a maos dos seus pares", segundo estatísticas citadas por NÓS-Unidade Popular.

Finalmente, a organizaçom da esquerda independentista refere algumhas medidas de urgência que o Governo autonómico deveria tomar para fazer frente à actual situaçom de desigualdade e discriminaçom, incluídas na "Tabela reivindicativa de mínimos para o novo governo autonómico" publicada por NÓS-UP logo a seguir ao acesso ao poder autonómico polo PSOE e BNG. Ei-las:

"· Mudanças laborais que garantam a igualdade salarial e de condiçons entre mulheres e homens.

· Criaçom de políticas laborais específicas destinadas a fomentarem a independência económica das mulheres maltratadas, priorizando a sua contrataçom nos centros de trabalho.

· Um modelo co-educativo de ensino que colabore na formaçom de umha mocidade com atitude crítica face o terrorismo machista. A Junta da Galiza porá em andamento um plano nacional de combate às mais variadas formas de sexismo, em colaboraçom com toda a comunidade escolar e as organizaçons feministas e de mulheres, com o objecto de mudar mentalidades e erradicar preconceitos e atitudes sexistas, com o objectivo de dar passos firmes na construçom dumha sociedade igualitária.

· Políticas sanitárias que proporcionem à mulher as atençons necessárias, assim como um serviço de emergência as 24 horas a disposiçom das mulheres que sofrem maus tratos.

· Nos meios de comunicaçom de titularidade pública, eliminaçom do uso denigrante, agressivo e vexatório das mulheres na publicidade e em qualquer outro espaço da programaçom.

· Controlo, análise e retirada da televisom de aqueles espaços que diariamente oferecem conteúdos supostamente destinados às mulheres, que só contribuem para a dominaçom, exploraçom e denigraçom da mulher. Retirada igualmente de aqueles “shows” que empregarem como “engodo” mulheres-objecto."

Podes aceder ao comunicado de NÓS-UP perante o Dia contra a Violência Machista no seu web nacional.


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