Máximo organismo de NÓS-UP aprovou gestom da Direcçom Nacional, marcando a linha política para os próximos anos

5 de Julho de 2005

A III Assembleia Nacional de NÓS-Unidade Popular aprovou maioritariamente em Ferrol a gestom da Direcçom Nacional saída do anterior encontro assemblear da Corunha, em 2003, elegendo a nova Direcçom encarregada de aplicar a linha política decidida polo máximo organismo no passado fim de semana.

Segundo informa a organizaçom socialista e independentista no seu web, e contra algumhas falsas informaçons difundidas em determinados meios, a realidade é que fôrom apresentadas duas candidaturas para a configuraçom da nova Direcçom Nacional. Umha delas pola corrente maioritária, na qual se inscreve a militáncia do nosso partido, e umha segunda por parte do sector minoritário. No entanto, esta segunda foi invalidada por ter sido elaborada de maneira irregular. Apesar de serem advertidos pola Mesa com tempo suficiente para que se substituísse a pessoa incluída na lista sem pertencer a NÓS-UP, @s responsáveis por essa candidatura renunciárom a fazer a substituiçom necessária, ficando finalmente fora da eleiçom do organismo de direcçom.

A Assembleia Nacional reconheceu a boa gestom e os avanços verificados no período entre a II e III assembleias, passando-se de umha extrema precariedade económica, política e de filiaçom, a um relativo reforçamento nos três planos.

A filiaçom reunida em Ferrol revalidou igualmente a Tese Ideológica vigorante, reafirmando o carácter inequivocamente de esquerda do independentismo organizado em NÓS-UP. Segundo afirmam os textos aprovados: No nosso país a opressom de classe e a opressom patriarcal dam-se a través da opressom nacional, da negaçom da Galiza como umha naçom com direitos próprios, ao tempo que a opressom nacional é sinónimo da exploraçom capitalista das classes trabalhadoras e da opressom machista sobre as mulheres. Por tanto o correcto nom é definir a existência de três opressons diferenciadas senom dumha única, triplemente acrescentada, que denominamos opressom nacional e social de género que só pode ser superada se é entendida como um todo ao que há que enfrentar-se num processo revolucionário de longo alcance”.

Quanto à Tese Política, analisárom-se as mudanças no panorama estatal com o acesso do PSOE ao Governo espanhol, a desmobilizaçom que se seguiu na Galiza após o movimento de massas que encheu as ruas nos últimos anos contra as reformas laborais e do ensino, contra a crise do Prestige e a guerra imperialista.

Também se analisou o carácter fraudulento das reformas estatutárias que se preparam sob tutela do constitucionalismo espanhol, diagnosticando-se o alcance da deriva política do BNG, marcando-se a necessidade de "traçar umha clara e inequívoca demarcaçom com a corrente hegemónica do nacionalismo galego, actualmente instalada numha claudicante prática autonomista".

A posiçom ante o fim do fraguismo, a análise da actual estrutura sócio-económica galega, do contexto europeu e o estado da luita polos direitos lingüísticos completou a reflexom colectiva da Assembleia Nacional de NÓS-UP, mantendo-se a autodeterminaçom como eixo do trabalho político para o futuro imediato.

Entre as linhas de intervençom previstas para o período entre 2005 e 2007, data da próxima Assembleia Nacional, aprovou-se:

-Impulsionar a actividade no ámbito local e comarcal.

-Lograr um trabalho estável entre o movimento obreiro.

-Continuar articulando o espaço autodeterminista.

-Manter e alargar a unidade de acçom com o conjunto da esquerda independentista e todas as entidades de caracter autodeterminista e socialista.

-Estabilizar espaços comuns de trabalho e luita com todas aquelas organizaçons que coincidam na necessária resistência a todas as formas de dominaçom e opressom do capitalismo, na luita contra o fascismo e o imperialismo.

-Participar e promover organizaçons feministas com discurso nacional e de classe.

-Denunciar a espanholizaçom do país e impulsionar a defesa da língua e cultura nacional da óptica reintegracionista.

-Ganhar referencialidade e confiança entre todos aqueles segmentos sociais da esquerda nacional insatisfeitos com as forças políticas institucionais.

-Seguir apoiando e promovendo centros sociais que de parámetros nacionais e de esquerda contribuam à construçom nacional da Galiza.

-Participar em todas ass luitas populares que questionem o modelo de desenvolvimento esbanjador do capitalismo.

-Denunciar todas as formas de repressom, restriçom das liberdades e direitos, controlo social e militarizaçom.

-Intervir na denúncia de todas as formas de contaminaçom, e na defesa ecológica da Galiza e do conjunto do planeta.

Na segunda jornada da Assembleia Nacional elegeu-se a nova Direcçom Nacional, encabeçada por Maurício Castro, e conformada por Noa Rios Bergantinhos, Carlos Morais, Íria Medranho, Bruno Lopes Teixeiro, Gema Branco Martins, Igor Lugris, Rebeca Oliveira, Alberte Moço, Noélia Fernandes Marquês, André Seoane, Patrícia Soares, Ramiro Vidal Alvarinho, Íria Leis Figueiroa e Abrám Alonso Pinheiro.

Às/aos quinze membros que conformarám o máximo organismo de direcçom política de NÓS-Unidade Popular durante os próximos dous anos haverá que acrescentar nas vindouras semanas a eleiçom d@s nov@s Responsáveis Comarcais e da Responsável Nacional da Mulher, culminando assim o processo assemblear e a definitiva configuraçom da Direcçom Nacional da Unidade Popular.

Para finalizar com o programa de debates, fôrom aprovadas diversas resoluçons contra a violência machista, sobre conflitos laborais, problemáticas ambientais, em solidariedade com outros povos em luita, contra o processo repressivo encetado contra BRIGA e o resto da juventude do MLNG.

Já a partir das 13hh tivo lugar o acto de encerramento no que se saudou às delegaçons de ADEGA, AGAL, AGIR, Assembleia de Mulheres do Condado, BRIGA, Local Social Revira e Primeira Linha que assistírom ao acto de clausura da Assembleia Nacional. Logo a seguir Maurício Castro, em representaçom da nova Direcçom Nacional, dirigiu o discurso de encerramento da Assembleia, que foi concluída com o canto do Hino Nacional.

 

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