Centro Social da Fundaçom Artábria cumpre sete anos

13 de Setembro de 2005

Neste mês de Setembro, o Centro Social da Fundaçom Artábria, de Trasancos, celebra o seu sétimo aniversário, confirmando-se como opçom normalizadora de base em Ferrol, e primeiro referente dos centros sociais que desde aquele 1998 fôrom abertos um pouco por todo o País. Como di a legenda que a Artábria escolheu neste aniversário, fôrom sete anos "fazendo País".

Para comemorar os sete anos, Artábria apresenta um programa de actividades ao longo da segunda quinzena de Setembro, a começar no dia 15, com a apresentaçom do livro de Xurxo Souto Os três trebons, que decorrerá polas 20'30 horas.

Fiel ao seu conteúdo reintegracionista, no sábado 17 de Setembro, o Centro Social trasanquês acolherá um concerto de música brasileira, a cargo do grupo "A Vossa Nossa", a partir das 22'30 horas.

No sábado seguinte, dia 24, haverá umha festa gastronómica, enquanto para o dia 29, quinta-feira, está prevista a realizaçom de um debate sob o título "Memória de Nós", dedicado ao movimento estudantil galego em Ferrol durante a chamada Transiçom. Este acto começará às 20'30 horas.

Finalmente, no dia 30, sexta-feira, volta a música brasileira, desta vez a cargo de Renato Spencer. A partir das 22'30 horas.

Cabe lembrar que o já veterano projecto da Fundaçom Artábria mudou a sua localizaçom. Se nos primeiros anos a sede de Ferrol era no bairro da Madalena, na actualidade é no bairro de Esteiro, em concreto na Travessa de Batalhons, nº 7, rés-do-chao.

Pola nossa parte, parabenizamos as companheiras e companheiros da Artábria e encorajamo-l@s a continuar o seu imprescindível labor sócio-cultural e em defesa da língua, tal como ao conjunto de centros sociais que de maneira crescente desenvolvem o seu labor nas diversas cidades e vilas da Galiza. Ainda há bem pouco foi inaugurado um em Ponte Areas, a Baiuca Vermelha, enquanto o da Gentalha do Pichel, em Compostela, está a abrir as suas instalaçons à vizinhança nestes dias. Com diversas fórmulas organizativas, os já operativos em Vigo, Corunha, Lugo, Ourense, Ponte Vedra, Ferrol, Ponte Areas e Compostela coincidem no apoio à cultura popular e nacional galega, com umha óptica inequivocamente monolíngüe e reintegracionista.

Todos eles demonstram que a auto-organizaçom popular à margem dos subsídios institucionais, quase sempre vedados a projectos verdadeiramente úteis para a maioria, é possível e dá os seus frutos em forma de construçom nacional e normalizaçom cultural.

 

Voltar à página principal