As vozes de Euskal Herria e os Països Cataláns ouvírom-se em Compostela

14 de Maio de 2005

Como parte da nona ediçom das Jornadas Independentistas Galegas organizadas polo nosso partido nestes dias na capital galega, anteontem tivemos ocasiom de assistir à exposiçom de Mikel Irastortza, activista basco em defesa da língua integrado em Euskal Herrian Euskaraz. Irastortza realizou na sua palestra um percurso polas últimas décadas de história social do euskara, com especial destaque para a evoluçom que se tem verificado no interior da própria esquerda abertzale, um dos sectores mais comprometidos com a normalizaçom da língua própria no País Basco.

O companheiro basco deu testemunho dos importantes avanços que o movimento popular no seu conjunto conquistou para um idioma que na saída do franquismo enfrentava umha situaçom dramática e que ainda hoje, apesar dos progressos, nom tem garantido o futuro.

Ontem, sexta-feira, foi a vez de Toni Gisbert, coordenador de Acció Cultural del País Valencià, entidade de grande prestígio e projecçom social nessa área dos Paísos Cataláns, fundada em 1979 e com vários milhares de pessoas associadas a sustentar os seus importantes projectos sociais em favor da língua e cultura catalás.

Gisbert sintetizou durante a sua intervençom os principais problemas que enfrenta a língua catalá no País Valenciano, onde a maquinaria espanholizadora tem agido durante o franquismo e até a actualidade com grande intensidade. De facto, na actualidade está em risco a identidade própria do povo valenciano através da promoçom de preconceitos anti-cataláns e da divisom artificial da unidade lingüística, no fenomeno isolacionista que se conhece como blaverismo, em que o PP e outros sectores do espanholismo tenhem importante destaque.

Se no caso valenciano se detectam evidentes paralelismos com a situaçom galega, nos dous casos (o basco e o catalám) fica em evidência a necessidade de construir potentes movimentos sociais que defendam com firmeza os direitos lingüísticos como a melhor garantia para a subsistência das nossas comunidades lingüísticas, bem como a ligaçom existente entre língua e construçom nacional nos contextos das três naçons ibéricas sem Estado.

A jornada de hoje encerra as IX Jornadas, e será dedicada a um debate entre integrantes de entidades diversas que na nossa naçom trabalham polo idioma. Sílvia Casal e Ángelo Meraio (da Fundaçom Artábria e A Gentalha do Pichel respectivamente), Alonso Vidal (do jornal Novas da Galiza), Miguel R. Pernas (do Portal Galego da Língua) e Maurício Castro (da DN de NÓS-Unidade Popular) trocarám impressons sobre o estado actual do movimento normalizador galego. A cita é neste mesmo meio-dia, no Centro Social compostelano Henriqueta Outeiro, sito na rua Quiroga Palácios, 42, rés-do-chao.

 

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Instantánea da conferência pronunciada por Toni Gisbert (coordenador da ACPV)
Um momento da palestra de Mikel Irastortza, na passada quinta-feira
Mikel Irastortza salientou os avanços verificados no seio do movimento patriótico basco quanto à assunçom da língua como eixo da vertebraçom nacional
Gisbert deu-nos a conhecer um pouco melhor a realidade lingüística do País Valenciano, que apresenta significativos pontos de contacto com a da Galiza