Presidente patronal responsabiliza directamente as vítimas polos acidentes laborais

12 de Março de 2006

Em linha com a tradicional falta de escrúpulos da burguesia empresarial, o presidente da Confederaçom de Empresários Galegos (CEG) culpabilizou os trabalhadores e trabalhadoras pola grande incidência da sinistralidade laboral na Galiza.

Numha entrevista publicada por diferentes meios impressos e digitais, e após ter citado umha suposta "culpa geral" que explicaria os acidentes, no momento de explicitar esse conceito falou dos trabalhadores e trabalhadoras como causantes dos acidentes que, em 2005, provocárom mais de 150 mortes no nosso país.

Segundo Fontenla, "agora nom se aforra em medidas de segurança", descartando qualquer responsabilidade empresarial ao afirmar que "seria um tolo o empresário que antepom o rendimento à segurança de um trabalhador". Esqueceu foi explicar a relaçom que existe entre a precariedade no emprego, quanto à duraçom de horários e a falta de formaçom prévia do pessoal contratado, e os acidentes laborais, que numerosos estudos revelam de maneira incontestável. Justificou, isso sim, a própria precariedade e temporalidade que na Galiza atinge os 35%, dizendo que "a temporalidade responde em muitos casos a umha adequaçom da oferta à procura". Citou também a promoçom da contrataçom temporal e precária por parte da Administraçom pública para justificar as práticas de exploraçom que caracterizam os associados e associadas da Confederaçom Empresarial que ele preside.

Nem sombra de autocrítica, como corresponde à prepotência de quem sabe do seu poder e impunidade no actual sistema, e ameaças para quem continuar a arejar os seus negócios particulares durante o fraguismo, favorecido com o monopólio das concessons eólicas graças às suas boas relaçons com o Partido Popular. Para Fontenla, os tratamentos de favor nom fôrom "nem ilegais nem vergonhosos", chegando a afirmar que tais actividades monopolísticas "pode tê-las qualquer pessoa".

Pouca vergonha a deste milionário surgido do sector da construçom, um dos que mais acidentes laborais registam anualmente no nosso país.

 

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O milionário construtor exime o empresariado de qualquer responsabilidade na morte de obreir@s nos postos de trabalho