Segurança no trabalho: confirma-se o baixo preço das mortes de obreir@s galeg@s

6 de Agosto de 2005

No ano 2004 morrêrom 87 obreiras e obreiros galegos no desempenho do seu trabalho em território da Comunidade Autónoma da Galiza, onde se produziu um incremento de 2,6% na incidência das baixas por acidentes, frente à queda de mais de ponto e meio na média do Estado espanhol. Também as doenças associadas ao trabalho aumentárom na Galiza em três pontos, face à descida estatal. As tendências som as mesmas no que levamos de 2005, situando-se o nosso país, ainda sem contar os dados da faixa leste excluída da CAG, à frente nas percentagens de sinistralidade no Estado espanhol e na Uniom Europeia.

De Primeira Linha e neste mesmo espaço, temos repetidamente denunciado a impunidade com que o Patronato empresarial cria as condiçons que tornam inevitáveis os acidentes e as mortes, ante a permissividade das administraçons públicas. Agora podemos dar alguns dados que confirmam a cobertura legal e estrutural existente no mercado laboral galego para que as mortes continuem a suceder-se indefinidamente.

Em concreto, referimo-nos a um recente relatório sindical, que afirma que, em todo o ano 2004, a Inspecçom do Trabalho, organismo público dedicado entre outros fins a fiscalizar o cumprimento das regras de segurança e a punir @s responsáveis, impujo multas, em matéria de segurança no trabalho, por valor de 5.286.547,51 euros (879.607.494 pesetas).

Ao todo, aplicou unicamente 94 paralisaçons de actividades empresariais por falta de medidas de segurança no conjunto da Comunidade Autónoma da Galiza e em todo o ano. Se, por umha parte, as sançons oficiais ponhem em evidência a existência de infracçons patronais, a gravidade e constáncia dos acidentes laborais demonstra as carências do sistema de controlo e puniçom previsto pola Administraçom pública.

De facto, dividindo a quantidade total imposta como coima às empresas entre o número de mortes, chegaríamos à conclusom de que cada umha das 87 mortes de 2004 custaria 60.765 euros (algo mais de 10 milhons das antigas pesetas). Um preço muito baixo para a vida de um obreiro ou umha obreira, e que ajuda a explicar que o Patronato continue a jogar com a integridade de centenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras galegas.

Além das cifras relativas a segurança e saúde laboral, os dados sobre actuaçons da Inspecçom do Trabalho noutras áreas como relaçons laborais, segurança social ou imigraçom, confirmam as carências estruturais do sistema de controlo das administraçons sobre os patrons no nosso país. Umhas carências estruturais que respondem à natureza mesma do capitalismo neoliberal que o povo trabalhador galego padece.

NÓS-Unidade Popular emitiu nos últimos dias um comunicado dedicado a denunciar a gravidade da situaçom no mercado laboral galego em relaçom com este tema, pedindo urgentes medidas de choque ao novo Governo autónomo recentemente formado polo PSOE e o BNG.

 

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