Sinistralidade laboral continua

30 de Dezembro de 2005

O ano despede-se como começou: com a morte de mais um trabalhador vítima de um mercado laboral em que a desprotecçom física é o complemento ideal da falta de direitos laborais em todos os campos, garantia perfeita para uns lucros patronais em aumento. Manuel Ermida Prado, de 26 anos, foi a última vítima mortal do ano, no sector da construçom. Morreu ao cair de umha altura de seis andares de um prédio em obras.

Manuel Ermida Prado, trabalhador de 26 anos, morria a passada segunda-feira no hospital pontevedrês de Montecelo, a causa das feridas sofridas na queda desde o telhado dum prédio de seis andares. Com ele, som quatro os trabalhadores mortos no posto de trabalho nas últimas semanas no Concelho de Ponte Vedra. Mais umha vez, a resposta institucional som as boas palavras e os spots publicitários na televisom e rádio pública reclamando aos próprios operarários e operárias que cuidem da sua saúde enquanto trabalham.

Nengumha das anunciadas medidas de choque estám a ser aplicadas polo novo Executivo, e os índices de acidentalidade continuam a situar a Galiza no topo dos territórios com mais sinistros do Estado espanhol (12,5% por cada 100.000 habitantes, quase o duplo dos 6,79% estatais e os 1,74% dos países mais avançados nessa matéria, segundo dados oficiais).

 

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