Sinistralidade laboral voltou a aumentar na Galiza em 2005

9 de Fevereiro de 2006

Os dados oficiais que acabárom de ser feitos públicos pola Junta da Galiza através da directora geral das Relaçons Laborais, Pilar Cancela, suponhem um incremento na sinistralidade laboral galega a respeito do ano anterior.

Em concreto, estamos a falar de 48.041 acidentes laborais em 2005, que originárom um total de 103 mortes, o que supom um incremento de 1,6% no número de sinistros, por mais que a directora geral tenha tentado maquilhar os resultados falando do aumento da contrataçom na Comunidade Autónoma da Galiza.

Há que lembrar que os estudos oficiais excluem sempre as comarcas galegas nom reconhecidas polo actual Estatuto de Autonomia, o que nos impede desconhecer a situaçom das comarcas de Návia-Eu, Vale de Íbias, Berço, Cabreira e Seabra. Além disso, o critério restritivo das instituiçons para contabilizar como acidentes umha parte dos que se produzem, fai com que os dados reais sejam piores dos oficiais.

A gravidade da situaçom é maior se levarmos em conta que em 2004 se produziram 47.369, com um aumento de 2,6% em relaçom ao ano anterior. Em 2005 confirmou-se portanto a tendência à alta na Galiza, ao contrário do que acontece no conjunto do Estado espanhol.

Das mortes em acidente laboral (103), 29 acontecêrom no sector serviços, outros 29 no industrial, 27 na construçom, 17 no mar e um na agricultura. Outras 29 mortes ocorrêrom em deslocamentos para o trabalho ou à saída do mesmo, percurso em que se produzírom 4.299 segundo os dados da Conselharia do Trabalho. O total contando os trajectos de ida e volta do trabalho é, portanto, de 132 trabalhadoras e trabalhadores mortos.

Precariedade multiplica os acidentes

A directora geral do departamento das Relaçons Laborais reconheceu a relaçom evidente que se verifica entre sinistralidade e precariedade. Assim, por cada acidente de umha pessoa com contrato indefinido, produzem-se 2,3 acidentes de pessoas com contratos temporários. Além disso, um empregado estável tem possibilidades estatísticas de sofrer um acidente laboral cada 25 anos, enquanto um precário reduz a periodicidade média até os 11 anos.

Mais do que umha evidência, estamos perante umha prova objectiva do carácter criminoso do modelo económico imposto à maioria da sociedade galega: o capitalismo na sua feiçom neoliberal, assumida polo conjunto de partidos do sistema, o que os torna co-responsáveis do terrorismo patronal conhecido com o nome de "acidentalidade laboral".

 

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