Vigo: quinto obreiro morto no posto de trabalho em dous meses

28 de Julho de 2005

Continuam a gotejar mortes violentas de trabalhadores e trabalhadoras no mercado laboral galego, um dos mais afectados polos sinistros derivados da falta de segurança no emprego. Desta vez foi no sector do granito, e a vítima mortal um operário de 58 anos, vizinho de Cela, concelho de Mós (comarca de Vigo), que manipulava umha série de blocos de pedra e umha delas foi largada pola máquina, caindo sobre Manuel Alonso Costas.

Os primeiros dados apontam para umha falha na maquinaria, pertencente à empresa Ramilo SL, localizada em Beade. Nom sabemos se o obreiro era empregado da empresa ou de algumha das suas subcontratas, mas sabemos que estamos ante o quinto acidente mortal sofrido por assalariados em Vigo desde o passado dia 23 de Maio, quando um empregado da construçom morreu ao cair de umha altura de sete metros sem nengumha medida de segurança.

Só dous dias depois, morria um outro operário esmagado por umha porta na Zona Franca viguesa, e umha semana mais tarde falecia um empregado de oficinas e montagens do polígono industrial de Víncios.

Ainda a 9 de Junho, um lenhador morria golpeado por um ramo de grandes dimensons durante umha tala na zona do cámpus. O último acidente mortal de um operário na Galiza aconteceu há umha semana, nas obras do porto exterior da Corunha, tendo sido denunciadas graves carências nas condiçons de segurança como causa. Por acaso, o corpo do camionista que caíra ao mar no passado dia 19 ao desabar um recheio do porto exterior corunhês foi resgatado hoje, no mesmo dia em que um outro trabalhador morre em Vigo.

A abertura de pesquisas pola Inspecçom de Trabalho nom deu em nengum dos casos citados, que se conheça, nengum resultado incriminatório para os responsáveis das empresas nem da Administraçom.

 

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