Crise ambiental: ADEGA reclama Estratégia Galega de Desenvolvimento Sustentável

14 de Setembro de 2005

A Associaçom para a Defesa Ecológica da Galiza (ADEGA) apresentou um relatório de 18 páginas intitulado "Galiza insustentável", em que, a partir da análise de 12 indicadores ou parámetros ambientais padrom, chega à conclusom de que o meio natural galego sofre umha profunda crise devida ao modelo de desenvolvimento aplicado até hoje polo capital.

O estudo da ADEGA parte de dados oficiais para concluir que estamos ante um agravamento das tendências contrárias à sustentabilidade, em parámetros como a emissom de gases que provocam a mudança climática, o tratamento dos resíduos, os incêndios florestais, a perda da biodiversidade ou a política energética. A situaçom é também preocupante se compararmos o grau de compromisso institucional existente na Galiza com os critérios ambientais nas políticas aplicadas, com aquele existente noutros países europeus.

Entre os mais do que preocupantes dados postos acima da mesa pola associaçom ambientalista galega, salienta um consumo de recursos e umha geraçom de poluiçom até seis vezes por cima das possibilidades do território, assim como o aumento das emissons de gases que provocam o efeito estufa em 37% no período 1990-2004, duplicando o limite fixado polo Protocolo de Kyoto para o conjunto do Estado espanhol.

No consumo de energia, o aumento entre 1997 e 2002 atingiu os 34,1%, incluindo a geraçom de calor, a electricidade, o petróleo e os derivados deste.

Também no tratamento de águas residuais e de resíduos urbanos a paisagem ambiental clama ante o abandono existente: os resíduos aumentárom em 23% entre 1998 e 2003, enquanto as águas som poluídas sem que exista um plano de tratamento integral proporcional à populaçom do País, e com a contaminante SOGAMA como principal estratégia institucional. Além do mais, a Galiza gera 61.000.000 de toneladas anuais de resíduos industriais, 90% das quais som produzidas em actividades mineiras. Estamos a falar de 61 kg por habitante e dia, o que supom umha das taxas mais elevadas do planeta.

Quanto aos fogos florestais, o aumento do seu número entre 200 e 2004 foi de umha média de 10.5000 anuais, o que converte a Galiza numha das zonas europeias com maior incidência desse cancro ambiental. O empobrecimento das massas florestais autóctones, o pouco peso da agricultura ecológica e o alto número de animais catalogados como em perigo de extinçom completa um mapa ambiental arrepiante para o futuro da nossa naçom, se nom forem tomadas medidas correctoras estruturais no modelo de desenvolvimento socioeconómico.

ADEGA reclama no seu relatório a criaçom de um Observatório Galego da Sustentabilidade, que acompanhe a evoluçom dos indicadores ecológicos, bem como a aplicaçom de umha Estratégia Galega de Desenvolvimento Sustentável, contando com a implicaçom dos movimentos sociais.

Estamos, portanto, ante mais um ámbito em que será necessário exigir do novo Governo autonómico umha mudança radical, ainda conscientes de que só a ruptura com o capitalismo e a aplicaçom de políticas socialistas a partir da conquista da soberania nacional plena poderám abrir as portas a um futuro sustentável para a Galiza e o resto do mundo.

No caminho de criar força social para a imprescindível derrota capitalista, cumpre reivindicarmos reformas significativas frente à tentaçom continuísta avançada por alguns gestos da nova Conselharia do Ambiente, e contra os poderosos interesses empresariais que mexem os fios da política económica e institucional aplicada na Galiza.

 

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Vista parcial de um dos maiores focos poluentes enclavados na nossa naçom por iniciativa do capitalismo espanhol: papeleira de ENCE, em Ponte Vedra